Funcionários da USP paralisam em protesto por melhores benefícios
Paralisação de funcionários da universidade foi votada em assembleia e o ato acontece em frente à Reitoria da USP, no campus do Butantã
atualizado
Compartilhar notícia

Funcionários técnicos e administrativos do campus Butantã da Universidade de São Paulo (USP), na zona oeste da capital, realizam uma paralisação na tarde desta terça-feira (31/3), como forma de protesto por melhores benefícios e salários.
Segundo o Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp), o ato, que acontece em frente ao prédio atual da Reitoria da universidade, busca unir forças em prol de “isonomia, salário, fixo de R$ 1.200, contra a compensação de horas de pontes e recessos, direito ao BUSP para terceirizados e permanência estudantil digna”.
Faixas feitas pelo Sintusp foram espalhadas pelo campus indicando a paralisação. Alguns serviços também foram paralisados, como o Bandejão Central, um dos restaurantes universitários, e a prefeitura do campus. O movimento foi votado em assembleia, e uma nova será feita no dia 9 de abril, com indicativo de greve.
Segundo o Sintusp, a manifestação também leva em conta uma proposta recente apresentada pelo reitor, Aluísio Segurado, durante uma reunião extraordinária do Conselho Universitário, que prevê uma gratificação aos docentes no valor de R$ 4.500 ao longo de 24 meses.
O sindicato destaca que a proposta propõe “flexibilização dos parâmetros de sustentabilidade da USP” e o fato de que não houve qualquer menção aos funcionários. “Isso mostra como o medo de fazer concessões financeiras aos seus trabalhadores e acabar expondo a USP externamente, sempre mobilizado pela Reitoria para negar nossas reivindicações, é uma falácia”, declaram os servidores.








