Corredores têm R$ 35 mil em relógios e produtos furtados na USP

Funcionários da representação de marca de relógios esportivos tiveram uma série de produtos furtados enquanto corriam na USP neste sábado

atualizado

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Arquivo pessoal/André Martins
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1 de 1 Imagem mostra corredores no sábado pela manhã na USP - Metrópoles - Foto: Arquivo pessoal/André Martins

Dois funcionários da representação de uma marca de relógios e equipamentos eletrônicos esportivos tiveram uma série de produtos furtados, na manhã deste sábado (28/3), quando corriam na Universidade de São Paulo (USP), na zona oeste da capital paulista. O prejuízo é estimado em cerca de R$ 35 mil.

A USP é conhecida por ser ponto de encontro de centenas e até milhares de corredores durante as manhãs de sábado. O local atrai tanta gente justamente por ser considerado relativamente seguro, majoritariamente plano e com um ambiente favorável à prática da corrida, com suas avenidas e alamedas arborizadas.

O engenheiro André Martins, 35 anos, e o relações públicas Diogo Procópio, 24, trabalham como funcionários de uma representação da marca Coros, no Brasil. Eles passaram a semana em São Paulo e, durante a noite de sexta-feira (27/3), participaram de um evento de demonstração dos produtos da marca.

Pela manhã, Martins tinha programado um treino de 26 km, em seu ciclo de maratona, e foi acompanhado por Procópio nos primeiros 8 km. Escolheram a USP por considerarem o local seguro e deixaram os produtos no carro. A partir dali, seguiriam viagem para o interior, onde moram. Quando o relações públicas retornou, notou que o veículo tinha sido arrombado e que os equipamentos não estavam mais lá.

Alguns dos relógios estavam fora da caixa, como produtos de demonstração. Entretanto, havia outros, lacrados, disponíveis para a venda. São equipamentos que custam até R$ 5.990, entre eles cintas de medição de frequência cardíaca e ciclocomputadores. Além dos produtos para comercialização, ambos perderam os próprios notebooks e cartões de crédito, que já foram bloqueados.

Risco

Para Martins, os equipamentos furtados deverão aparecer em lojas na internet (e-commerce) em breve, com preços muito abaixo dos praticados normalmente. Os consumidores que se sentirem atraídos e fecharem negócio podem se dar mal, por isso o funcionário da representação faz um alerta.

“O fato todo é que a gente pode bloquear esses relógios. Vão ser pesos de papel, não terão funcionalidade nenhuma. É mais para as pessoas ficarem ligadas nesses anúncios de preços muito abaixo do que gente pratica, porque são tabelados”, diz. “A orientação é para que não compre. Se encontrar algum anúncio do tipo, fale conosco para que a gente possa acionar a polícia para fazer algum tipo de investigação”, diz.

Entre os equipamentos furtados estão modelos como Pace 4, Apex 4, Dura (ciclocomputador) e HRM (cinta cardíaca).

Martins e Procópio fizeram um boletim de ocorrência na manhã deste sábado e o caso foi encaminhado para o 93º DP (Jaguaré). Câmeras de segurança da USP podem colaborar para o esclarecimento do crime.

Procurada, a USP não se manifestou. O espaço segue aberto para manifestação.

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