Funcionários da USP aprovam greve por melhores condições de trabalho

O Sindicato dos Trabalhadores da USP realizou assembleia na tarde desta quinta-feira (9/4) e decretou greve a partir do dia 14 de abril

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1 de 1 paralisacao-usp-reitoria-servidores-2 - Foto: Cedido ao Metrópoles/Giovanna Accioli

O Sindicato dos Trabalhadores da Universidade de São Paulo (Sintusp) realizou uma assembleia geral na tarde desta quinta-feira (9/4) e decretou greve por tempo indeterminado a partir do dia 14 de abril. Funcionários técnicos e administrativos reivindicam melhora salarial, benefícios e condições dignas de trabalho na universidade.

A reunião terminou por volta das 15h e o Sintusp prepara um documento para oficializar a paralisação. A partir do dia 14, é esperada a suspensão de diversos serviços da USP.


As pautas centrais aprovadas são:

  • Luta por Isonomia: por um valor fixo de R$1.600,00 incorporado ao salário, que representa a divisão do montante destinado à gratificação aprovada pros docentes.
  • Igualdade com os docentes quanto às horas de ponte e de recesso de final de ano.
  • Reajuste salarial de cerca de 14% para repor perdas desde 2012, em conjunto com a Unesp e a Unicamp.
  • Apoio às demandas estudantis por permanência (reajuste de bolsas e condições de estudo) e pela autonomia dos espaços estudantis.
  • Pelo Bilhete único especial e contra a escala 6×1 para terceirizados.

Antes de decretar greve, funcionários do campus Butantã da USP realizaram uma paralisação no dia 31 de março, em frente à reitoria, “contra a compensação de horas de pontes e recessos, direito ao BUSP para terceirizados e permanência estudantil digna”. O coletivo também se posicionou contrário à proposta de gratificação para professores por atividades adicionais.

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Protesto acontece em frente ao novo prédio da Reitoria da USP, no campus do Butantã
Próxima assembleia acontece no dia 9 de abril, para votação de uma possível greve de servidores
Servidores técnicos e admnistrativos protestam por melhores benefícios e aumento de salários
Paralisação foi votada em assembleia e marcada para a tarde desta terça (31/3)
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Paralisação foi votada em assembleia e marcada para a tarde desta terça (31/3)

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Protesto acontece em frente ao novo prédio da Reitoria da USP, no campus do Butantã

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Próxima assembleia acontece no dia 9 de abril, para votação de uma possível greve de servidores

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Servidores técnicos e admnistrativos protestam por melhores benefícios e aumento de salários
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Servidores técnicos e admnistrativos protestam por melhores benefícios e aumento de salários

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O Conselho Universitário da USP aprovou, no dia 31 de março, um bônus de R$ 4.500 voltado a docentes que assumirem projetos extracurriculares, como oferta de disciplinas em inglês e ações de extensão. A iniciativa gerou divisão entre professores e foi criticada pelos demais trabalhadores. Segundo o Sintusp, a proposta ameaça a “isonomia salarial” na universidade.

Procurada pelo Metrópoles, a reitoria da USP ainda não se pronunciou sobre o assunto. O espaço segue aberto.

Entidades estudantis apoiam funcionários e alunos votam paralisação

O Diretório Central dos Estudantes (DCE) da USP publicou, nessa quarta-feira (7), uma nota conjunta de 75 entidades estudantis contra uma portaria divulgada pela faculdade e convocou alunos de todos os cursos para paralisar na próxima terça-feira (14/4), em prol da “defesa dos espaços estudantis, permanência e restaurantes universitários de qualidade”. Até a publicação desta reportagem, mais de 40 assembleias foram convocadas e 13 cursos já aprovaram paralisação.

A minuta, publicada pela Comissão de Orçamento e Patrimônio (COP) da universidade, impede o aluguel de espaços pelos centros acadêmicos, além de proibir comércios e outras atividades dos CAs. Além da oposição à portaria, os alunos reivindicam melhorias nos restaurantes universitários, que registraram problemas recentes de distribuição de água e até larvas na comida.

Assembleias gerais são convocadas por cada curso e os estudantes de Ciências sociais, Farmácia, Geociências, Enfermagem, Psicologia, Relações Internacionais, Direito e Biologia já determinaram a paralisação. Em nota publicada nas redes sociais, o DCE incentiva os estudantes a “paralisar a universidade e construir uma gigantesca mobilização no dia 14”.

 

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