Servidores municipais veem “enrolação” da prefeitura e indicam greve

Os servidores tentam falar com a prefeitura sobre reivindicações salariais desde fevereiro, porém alegam falta de respostas da administração

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Servidores municipais de São Paulo realizaram um ato em frente à Prefeitura, se reuniram com a gestão na tarde dessa quarta-feira (8/4), e anunciaram indicativo de greve após “enrolação” da administração sobre as reivindicações salariais e de trabalho da categoria.

O Fórum das Entidades Sindicais dos Servidores Públicos entregou um documento, no dia 23 de fevereiro, pela reivindicação de reajuste salarial, pagamento do “Descongela Já”, concursos públicos, condições dignas, fim das terceirizações e outras pautas em prol do funcionamento público. A prefeitura, contudo, ainda não deu nenhuma resposta, nem propôs negociação para a categoria até o momento.

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Segundo o Sindicato dos Servidores Municipais de São Paulo (Sindsep), representantes da Secretaria da Gestão e da Educação municipal receberam os servidores em uma reunião no ato de ontem. A administração, porém, afirmou que “ainda está realizando estudos” sobre a viabilidade das reivindicações dos trabalhadores. Vale ressaltar que a data-base para o reajuste salarial do funcionalismo público da cidade de São Paulo está acordado até 1° de maio.

Diante da falta de respostas, os servidores aprovaram, em assembleia, um indicativo de greve, com paralisação geral marcada para 16 de abril. Caso não haja propostas ou se as oferecidas forem insatisfatórias até lá, a categoria afirma: “É GREVE”.

Em conversa com o Metrópoles, João Gabriel Guimarães Buonavita, presidente do Sindsep, afirmou que a pauta salarial é importante, mas que a luta é principalmente pela manutenção dos serviços públicos: “Nós estamos enfrentando situações gravíssimas na educação, na saúde, em todas as áreas do funcionalismo”.

“Nossa luta é construir a luta unificada do funcionalismo para defender os serviços públicos que estão passando por um momento dramático, com a falta de concursos públicos que têm levado a perca de capacidade de atendimento de necessidades fundamentais da população”, lamentou.

Veja principais reivindicações da categoria:

  • Reajuste de 9,3% pela reposição da inflação e valorização real;
  • Isenção previdenciária completa para os aposentados com deficiências, doenças graves e incuráveis;
  • Pagamento do “Descongela Já” – acerto dos valores retroativos de benefícios congelados durante a pandemia de COVID-19;
  • Concursos públicos e nomeação de todos os aprovados;
  • Incorporação dos Abonos: 17% em maio de 2026 e o restante em 2027 nas tabelas do QPE;
  • Fim do confisco de 14% para aposentados;
  • Direito pleno às férias;
  • Equiparação do Vale-Alimentação e do Auxílio-Refeição aos valores da Câmara Municipal e do TCM;
  • Condições dignas de trabalho e saúde;
  • Justiça para os readaptados.

Os trabalhadores e trabalhadoras também autorizaram a coordenação do Fórum de Entidades a antecipar a data da paralisação, caso a administração municipal solicite reunião antes do dia 16. Assim, a categoria poderá ser convocada com antecedência, se necessário.

O que diz a prefeitura

Em nota enviada ao Metrópoles, a prefeitura informou que, desde 2021, “investiu mais de 7 bilhões em medidas de valorização dos servidores públicos com reajustes na Revisão Geral Anual (RGA) das remunerações”. A pasta argumentou que, em 2025, por exemplo, teve uma revisão de 5,2%.

“Além disso, instituiu um plano de valorização de carreiras, com foco nas remunerações iniciais de categorias como professores, guardas municipais e profissionais de saúde, que registraram aumentos superiores a 80%. Benefícios como Auxílio-Refeição e Vale-Alimentação também tiveram reajustes acima da inflação no período”, complementou.

A administração também afirmou que mantém diálogo com entidades representativas do funcionalismo municipal e que as recebeu na tarde de ontem. Questionada nesta quinta-feira (9/4), a pasta ainda não se pronunciou sobre o indicativo de greve da categoria.

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