Servidores de SP fazem ato por acerto de valores suspensos na pandemia

O ato vai ocorrer em frente à Prefeitura de São Paulo para cobrar pagamento retroativo de valores suspensos durante a pandemia de Covid

atualizado

metropoles.com

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Guilherme Cunha / Divulgação SMTUR
edificio matarazzo sede prefeitura de sp viaduto do chá
1 de 1 edificio matarazzo sede prefeitura de sp viaduto do chá - Foto: Guilherme Cunha / Divulgação SMTUR

Servidores públicos municipais de São Paulo organizam um ato em frente à Prefeitura de São Paulo, a partir das 13h desta quarta-feira (8/4), para exigir o pagamento retroativo de benefícios congelados durante a pandemia de Covid. O acerto dos valores suspensos foi prometido pela administração para o holerite de março deste ano, no entanto, o prazo venceu e nada foi pago, segundo a categoria.

A ação é organizada pelo Sindicato dos Servidores Municipais de São Paulo (Sindsep), que também convocou uma paralisação da categoria para esta quarta. A demanda dos servidores tem como base o “Descongela Já” (Lei Complementar 226/2026), que prevê a recontagem do tempo de serviço suspenso dos servidores e o cálculo do retroativo de quinquênios, sexta-parte e anuênios.

Em uma reunião realizada entre a Secretaria Municipal de Gestão e o Sindicato dos Professores e Funcionários Municipais de São Paulo (Aprofem), em fevereiro deste ano, foi estimado que cerca de 111 mil servidores ativos seriam contemplados pelo Descongela Já. Servidores mantiveram a rede pública em funcionamento durante a pandemia, com os direitos suspensos por 583 dias.

O sindicato também reivindica “negociação de reajuste para todos os servidores, a incorporação de abonos e o fim do confisco de 14% dos aposentados”. Em comunicado publicado no site oficial, o Sindsep pressionou a administração municipal: “Se não negociar, o funcionalismo vai parar”.


Veja detalhes das reivindicações:

  • Reajuste de 9,3% pela reposição da inflação e valorização real;
  • Concursos públicos e nomeação de todos os aprovados;
  • Incorporação dos Abonos: 17% em maio de 2026 e o restante em 2027 nas tabelas do QPE;
  • Fim do confisco de 14% para aposentados;
  • Direito pleno às férias;
  • Equiparação do Vale-Alimentação e do Auxílio-Refeição aos valores da Câmara Municipal e do TCM;
  • Condições dignas de trabalho e saúde;
  • Justiça para os readaptados.

Procurada pelo Metrópoles, a Prefeitura de São Paulo disse, em nota, que, “desde 2021, investiu mais de 7 bilhões em medidas de valorização dos servidores públicos com reajustes na Revisão Geral Anual (RGA) das remunerações. Rompeu o ciclo de mais de 20 anos ajustes lineares de 0,01%. Em 2025, por exemplo, a revisão foi de 5,2%”.

A administração municipal diz ainda que, “além disso, instituiu um plano de valorização de carreiras, com foco nas remunerações iniciais de categorias como professores, guardas municipais e profissionais de saúde, que registraram aumentos superiores a 80%. Benefícios como Auxílio-Refeição e Vale-Alimentação também tiveram reajustes acima da inflação no período. O investimento também se evidencia com a nomeação de quase 30 mil novos servidores em diversas carreiras, sendo 17.610 apenas na área da Educação”.

“A Prefeitura mantém diálogo permanente com entidades representativas do funcionalismo municipal. Na tarde desta quarta-feira (8/04), recebeu integrantes do Fórum de Entidades Representativas do Funcionalismo Municipal de São Paulo para tratar da Campanha Salarial de 2026”, finaliza o texto da administração municipal.

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