Servidores da Saúde e policiais penais fazem ato por reestruturação
Categorias cobram reajuste salarial, regulamentação e melhores condições de trabalho; representantes foram recebidos pela governadora
atualizado
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Profissionais de diversas áreas da Saúde da rede pública do Distrito Federal realizaram, nesta segunda-feira (6/4), um ato em frente ao Palácio do Buriti para negociar melhorias na carreira junto ao Governo do Distrito Federal. Entre as categorias mobilizadas estão servidores de farmácia, biomedicina e psicologia.
A mobilização também reuniu policiais penais, que reivindicam a regulamentação e valorização da categoria, além de integrantes da Seção Sindical dos docentes da Universidade do Distrito Federal (SindUnDF), que cobram reestruturação da carreira, melhores condições de trabalho, criação e funcionamento de conselhos superiores e eleição para a reitoria.
Por volta das 10h, representantes das categorias se reuniram com a governadora Celina Leão (PP). Mas, até a última atualização desta reportagem, não havia resultado das negociações.
Reivindicações
Servidora da Secretaria de Saúde (SES-DF) há 30 anos, a técnica de laboratório Rosemary Amaral afirmou que a expectativa é de avanço nas negociações, especialmente em relação aos salários. “Acho que a gente já tá esperando isso há muitos anos. Parece que o governo parou de pensar na gente. Falo da Saúde como um todo”, disse.
Segundo ela, o último reajuste significativo ocorreu há mais de uma década. “Quando vem aumento, é parcelado e, quando chega na última parte, você nem sente. A gente só quer o que é nosso por direito”, completou.
A policial penal Kelly de Castro destacou que a efetivação da reestruturação depende da regulamentação por parte da governadora Celina Leão (PP). “Estamos esperançosos. A categoria está mobilizada e espera um retorno justo”, afirmou.
O Metrópoles apurou que até 1º de abril, ao menos 166 servidores que ocupavam cargos de chefia colocaram as funções à disposição, em meio à insatisfação com a falta de reestruturação das carreiras. Parte dos policiais penais também deixou o serviço voluntário gratificado.
Presidente do SindUnDF, Louis Blanchet afirmou que, além das pautas salariais, a categoria reivindica gestão democrática e autonomia universitária. Entre os pontos, estão a formação de conselhos superiores com maioria de professores, conforme a Lei de Diretrizes e Bases (LDB), e a realização de eleição para a reitoria.
Ele destacou ainda que há processos no gabinete da governadora que precisam ser encaminhados à Câmara Legislativa. “A Câmara já se comprometeu a aprovar o que for enviado. Falta o encaminhamento”, disse.
Blanchet afirmou que o movimento também busca pressionar por mudanças na condução da universidade e criticou a falta de diálogo com o governo.
Estudantes da UnDF também estão em greve desde março, após assembleias realizadas nos três turnos, em razão da transferência do campus do Lago Norte para Ceilândia. Segundo os alunos, a decisão foi tomada sem consulta prévia à comunidade acadêmica.
Representantes das categorias se reuniram com a governadora por volta das 10h, mas, até a última atualização desta reportagem, não havia resultado das negociações..






