USP mantém aulas, provas e presença mesmo com greve estudantil

Mesmo com alunos de 104 cursos em greve desde 14 de abril, USP mantém aulas, provas, presença obrigatória e prazos acadêmicos normalmente

atualizado

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Greve USP
1 de 1 Greve USP - Foto: Cedido ao Metrópoles/Pedro Lukas Costa

As direções de unidades e comissões de graduação receberam um comunicado da Pró-Reitoria de Graduação da Universidade de São Paulo (USP) informando que não estão autorizadas mudanças no calendário acadêmico, mesmo após o início da greve estudantil, desde o dia 14 de abril.. Na prática, isso significa que as aulas, provas, registros de presença e prazos para lançamento de notas devem continuar normalmente, como se não houvesse paralisação.

No documento, a Pró-Reitoria reforça a “necessidade de observância integral do calendário escolar” e afirma que “não estão previstas nem autorizadas alterações no período de aulas”, nem mudanças em prazos de matrícula, lançamento de notas ou frequência. Também não será permitida a mudança do formato das aulas presenciais para o ensino remoto, nem a substituição por conteúdos gravados.

A orientação, de acordo com a PRG da USP, é manter integralmente o calendário aprovado pelo Conselho de Graduação, com o objetivo de garantir o cumprimento dos dias letivos. Com isso, estudantes que aderirem à greve podem ter faltas registradas e seguir sujeitos às avaliações previstas.

Procurados pelo Metrópoles, a Associação de Docentes da USP (Adusp) e o Diretório Central dos Estudantes (DCE) disseram que já estão cientes da situação, porém ainda não divulgaram posicionamento oficial. O espaço segue aberto para manifestações.


O que está acontecendo na greve da USP

  • Estudantes de 104 cursos da Universidade de São Paulo estão em greve por tempo indeterminado, segundo levantamento do Diretório Central dos Estudantes (DCE).
  • A paralisação foi anunciada em 14 de abril e tem como foco críticas à precarização dentro da universidade.
  • O movimento reúne alunos de unidades da capital e também do interior paulista.
  • Na capital, participam estudantes da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH), Escola Politécnica (Poli) e Escola de Comunicações e Artes (ECA).
  • No interior, há adesão em cursos da USP São Carlos e do campus de Ribeirão Preto, incluindo áreas como Química, Educação Física e Psicologia.

O que os estudantes pedem

  • Melhorias nas condições dos restaurantes universitários e críticas à privatização dos bandejões.
  • Aumento do valor do auxílio permanência (PAPFE) para o equivalente a um salário mínimo paulista.
  • Ampliação dos programas de permanência estudantil.
  • Defesa de espaços estudantis dentro da universidade.
  • Igualdade de condições entre docentes e funcionários.

Paralisação

Os alunos da universidade já haviam feito uma paralisação nesta terça-feira (14/4) em defesa das demandas e também em apoio à greve dos funcionários, aprovada pelo Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp), que reivindicam reajuste salarial e benefícios oferecidos aos professores.

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Estudantes bloqueiam acessos na FAU-USP em dia de paralisação na universidade
Alunos também aderiram à paralisação no campus USP-Leste
Protesto de estudantes
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Cadeiras são empilhadas no prédio da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo
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Cadeiras são empilhadas no prédio da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo

Estudantes bloqueiam acessos na FAU-USP em dia de paralisação na universidade
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Estudantes bloqueiam acessos na FAU-USP em dia de paralisação na universidade

Alunos também aderiram à paralisação no campus USP-Leste
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Alunos também aderiram à paralisação no campus USP-Leste

Protesto de estudantes
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Protesto de estudantes

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Ao todo, 104 cursos nos campi do Butantã, da zona leste, do Largo do São Francisco, no Quadrilátero da Saúde, no centro, além dos campi do interior aderiram ao ato de terça-feira. Como forma de sinalizar o protesto, os alunos organizaram “piquetes” nos prédios dos institutos, empilhando mesas, cadeiras e outros objetos na entrada das salas de aula, para interditar a passagem.

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