Trabalhadores da USP decidem encerrar greve em assembleia

Decisão acontece após um acordo com a reitoria da USP feito durante uma reunião nesta quinta-feira (23/4)

atualizado

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1 de 1 assembleia-trabalhadores-da-usp - Foto: Sintusp / Divulgação

Os trabalhadores da Universidade de São Paulo (USP) aprovaram, nesta sexta-feira (24/4), o fim da greve da categoria. A decisão acontece após um acordo com a reitoria da USP feito durante uma reunião nessa quinta-feira (23/4).

No encontro, a reitoria se comprometeu a instituir um programa de gratificação aos servidores, que será pago mensalmente, enquanto durar o bônus aos professores. Essa era uma das principais reivindicações da categoria, que questionava o anúncio da aprovação, no dia 31 de março, de uma gratificação de R$ 4.500 exclusiva para docentes.

O valor que será destinado ao programa dos funcionários será igual ao total do montante reservado aos docentes, e deverá ser dividido igualmente pelo número de servidores técnicos e administrativos. A gratificação ainda precisará passar pela aprovação das Comissões de Orçamento e Patrimônio (COP) e de Legislação e Recursos (CLR).

Caso a medida avance e todos os professores elegíveis para o programa de bonificação sejam contemplados, a universidade investirá R$ 476,88 milhões para as gratificações de docentes e funcionários somadas.

Outras reivindicações também foram acordadas com a reitoria, como a não punição dos grevistas, o pagamento pelos dias parados e o compromissão de uma reunião de negociação com estudantes. Na próxima terça-feira (28/4), a reitoria fará um encontro com representantes dos alunos, às 14h, para debater as demandas.


Greve durou 10 dias

  • Os funcionários administrativos e técnicos da USP entraram em greve no dia 14 de abril.
  • A principal motivação para o decreto foi a aprovação, por parte da reitoria da universidade, de uma gratificação de R$ 4.500 exclusiva para os professores, no dia 31 de março.
  • Os profissionais reivindicaram melhora salarial, benefícios e condições dignas de trabalho na universidade.
  • Antes de decidir pela greve, funcionários do campus Butantã da USP realizaram um ato em frente à reitoria “contra a compensação de horas de pontes e recessos, direito ao BUSP para terceirizados e permanência estudantil digna”.

Estudantes paralisados

A greve dos estudantes da USP já atinge mais de 100 cursos e tem como principais pautas a ampliação do auxílio para alunos em situação de vulnerabilidade, a melhoria dos restaurantes universitários, e a manutenção dos espaços estudantis.

O grupo reivindica a queda de uma minuta apresentada pela Reitoria e que prevê que os alunos não pudessem alugar espaços estudantis para restaurantes e empresas de xerox, como fazem atualmente. Nesta sexta, a USP disse que a minuta foi revogada. “A Reitoria reforça que não há nenhuma intenção da retirada dos espaços estudantis na Universidade”, diz nota publicada pela universidade.

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