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São Paulo

Rope jump: dona do evento diz que "tinha medo" de ajudar em saltos

Presa, Evelyne dos Santos Gonçalves prestou depoimento logo após morte de jovem de 21 anos que foi arremessada sem cordas de ponte

25/06/2026 19:16, atualizado 25/06/2026 19:53
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Divulgação.
Foto colorida de Evelyne Dos Santos Gonçalves, presa por suposta obstrução de provas no caso da jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, após ser arremessada sem cordas durante salto de rope jump, em Limeira, interior de São Paulo.

Uma das presas pela morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, que morreu após saltar sem corda da Ponte do Esqueleto, na divisa entre Limeira e Cordeirópolis, no interior de São Paulo, Evelyne dos Santos Gonçalves, apontada pela Polícia Civil como a principal responsável pelo evento de rope jump, disse, em depoimento, que não participava das atividades operacionais porque tem “muito medo”. Evelyne afirmou que saltava havia um ano e meio, mas, nos eventos, ficava responsável apenas pela recepção e pelo cadastro dos participantes, assim como pela organização da fila de espera.

Ela também era a pessoa que gerenciava as redes sociais da “Entre Cordas”, ainda conforme o depoimento à polícia. “Então, como eu não faço parte de nada operacional, eu sempre falo, inclusive nas redes sociais, que eu tenho muito medo, eu não tenho nenhuma qualificação pra te dar respostas técnicas. Porque a minha única função é editar os vídeos, postar nas redes sociais, viralizar”, explicou Evelyne, ao ser questionada pela delegada Andréa Levy, responsável pela investigação.

A mulher foi presa temporariamente no último sábado (20/6), uma semana depois da tragédia. Além dela, foram detidos João Antônio Pivetta Ribeiro da Silva e Gabriel Barros Martins. Inicialmente, a previsão era de que os três ficassem presos por cinco dias, mas a Polícia Civil informou que enviou, na terça (23/6), um pedido à Justiça para estender as prisões para 30 dias, até que o inquérito sobre o caso seja concluído.

Maria Eduarda morreu depois de ser lançada, sem cordas de proteção, da Ponte do Esqueleto, na divisa entre Limeira e Cordeirópolis, interior de São Paulo, no último dia 13. Ela teve politraumatismo após cair de uma altura de aproximadamente 30 metros.

Três pessoas foram autuadas em flagrante: Maicon Fernandes Cintra, de 42 anos; Luis Felipe Feliciano Egoroff, de 32; e Vitor de Freitas Gonçalves, de 27. O trio aparece no vídeo viral que mostra a vítima sendo erguida acima da altura da cabeça dos instrutores e, em seguida, arremessada da estrutura. Eles tiveram a prisão em flagrante convertida para preventiva no dia seguinte ao episódio, após passarem por audiência de custódia.


Prefeitura proíbe acesso de ponte

  • Dois dias após a morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, autoridades passaram a discutir medidas para impedir novos acessos à Ponte do Esqueleto, entre Limeira e Cordeirópolis, local onde ocorreu o salto de rope jump que terminou em tragédia.
  • Em reunião realizada entre representantes da Secretaria do Patrimônio da União (SPU), da Advocacia-Geral da União (AGU) e das prefeituras dos dois municípios, também foi debatida a possibilidade de demolição da estrutura.
  • Segundo a SPU, os prefeitos de Limeira e Cordeirópolis manifestaram apoio à retirada da ponte e se comprometeram a reforçar os bloqueios já existentes para evitar a entrada de pessoas na área.
  • Em Limeira, a prefeitura informou que retomou as ações para fechar acessos irregulares ao local e reabrirá uma vala que havia sido criada para impedir a passagem, mas que acabou sendo aterrada sem autorização do município.
  • De acordo com a administração municipal, as medidas atendem a um pedido do governo federal para ampliar a segurança da área enquanto soluções definitivas são avaliadas.

Veja imagens do acidente:

Quem era a vítima

Maria Eduarda Rodrigues de Freitas tinha 21 anos e morava em Jandira, na Região Metropolitana de São Paulo. Em seu perfil do Instagram, dizia ter formação em educação física e gestão esportiva. Na plataforma, a jovem costumava compartilhar a rotina de treinos.

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Maria Eduarda caiu de uma altura de aproximadamente 40 metros e sofreu politraumatismo. Ela não resistiu aos ferimentos e morreu no local.
Maria Eduarda caiu de uma altura de aproximadamente 40 metros e sofreu politraumatismo. Ela não resistiu aos ferimentos e morreu no local.
Maria Eduarda caiu de uma altura de aproximadamente 40 metros e sofreu politraumatismo. Ela não resistiu aos ferimentos e morreu no local.
Maria Eduarda caiu de uma altura de aproximadamente 40 metros e sofreu politraumatismo. Ela não resistiu aos ferimentos e morreu no local.
Rope Jump: amigo diz que preparação foi diferente para salto da vítima
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Rope Jump: amigo diz que preparação foi diferente para salto da vítima

Reprodução/Redes sociais
Maria Eduarda caiu de uma altura de aproximadamente 40 metros e sofreu politraumatismo. Ela não resistiu aos ferimentos e morreu no local.
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Maria Eduarda caiu de uma altura de aproximadamente 40 metros e sofreu politraumatismo. Ela não resistiu aos ferimentos e morreu no local.

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Maria Eduarda caiu de uma altura de aproximadamente 40 metros e sofreu politraumatismo. Ela não resistiu aos ferimentos e morreu no local.

Reprodução/Redes sociais

Ela trabalhava em uma academia de musculação no município. A empresa publicou uma mensagem de luto, lamentando a perda da colaboradora.

A jovem compartilhou fotos e vídeos pouco antes do salto de rope jump. Em uma das publicações, feita por volta das 7h30, Maria Eduarda mostrou uma foto da Ponte do Esqueleto e escreveu: “Quem foi o doido que deixou eu vir pular de uma ponte?”.

De acordo com o boletim de ocorrência, no momento do salto, Maria Eduarda portava uma câmera GoPro, usada para captar imagens em movimento. O equipamento não foi localizado após a queda.

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