Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
São Paulo

Rope Jump: amigo diz que preparação foi diferente para salto da vítima

Em depoimento, o rapaz contou que saltou antes de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas. Jovem morreu após ser lançada sem cordas de ponte

Reprodução/Redes sociais
Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, jovem que morreu após salto de rope jump sem cordas

O amigo que acompanhava Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, quando ela foi jogada sem cordas da Ponte do Esqueleto, em Limeira, no interior de São Paulo, durante a prática de rope jump, disse que a dinâmica preparatória para o salto foi diferente no caso da vítima.

Rope Jump: amigo diz que preparação foi diferente para salto da vítima - destaque galeria
5 imagens
Maria Eduarda caiu de uma altura de aproximadamente 40 metros e sofreu politraumatismo. Ela não resistiu aos ferimentos e morreu no local.
Maria Eduarda caiu de uma altura de aproximadamente 40 metros e sofreu politraumatismo. Ela não resistiu aos ferimentos e morreu no local.
Maria Eduarda caiu de uma altura de aproximadamente 40 metros e sofreu politraumatismo. Ela não resistiu aos ferimentos e morreu no local.
Maria Eduarda caiu de uma altura de aproximadamente 40 metros e sofreu politraumatismo. Ela não resistiu aos ferimentos e morreu no local.
Rope Jump: amigo diz que preparação foi diferente para salto da vítima
1 de 5

Rope Jump: amigo diz que preparação foi diferente para salto da vítima

Reprodução/Redes sociais
Maria Eduarda caiu de uma altura de aproximadamente 40 metros e sofreu politraumatismo. Ela não resistiu aos ferimentos e morreu no local.
2 de 5

Maria Eduarda caiu de uma altura de aproximadamente 40 metros e sofreu politraumatismo. Ela não resistiu aos ferimentos e morreu no local.

Reprodução/Redes sociais
Maria Eduarda caiu de uma altura de aproximadamente 40 metros e sofreu politraumatismo. Ela não resistiu aos ferimentos e morreu no local.
3 de 5

Maria Eduarda caiu de uma altura de aproximadamente 40 metros e sofreu politraumatismo. Ela não resistiu aos ferimentos e morreu no local.

Reprodução/Redes sociais
Maria Eduarda caiu de uma altura de aproximadamente 40 metros e sofreu politraumatismo. Ela não resistiu aos ferimentos e morreu no local.
4 de 5

Maria Eduarda caiu de uma altura de aproximadamente 40 metros e sofreu politraumatismo. Ela não resistiu aos ferimentos e morreu no local.

Reprodução/Redes sociais
Maria Eduarda caiu de uma altura de aproximadamente 40 metros e sofreu politraumatismo. Ela não resistiu aos ferimentos e morreu no local.
5 de 5

Maria Eduarda caiu de uma altura de aproximadamente 40 metros e sofreu politraumatismo. Ela não resistiu aos ferimentos e morreu no local.

Reprodução/Redes sociais

Em depoimento à polícia, o rapaz disse ter saltado antes de Maria Eduarda. Ele afirmou que o preparo para a atividade consistia na colocação prévia de equipamentos, como colete e proteções, em uma área distinta e que a fixação da corda era realizada apenas momentos antes do salto, já na plataforma.

O jovem falou ainda que passou por esse procedimento regular, feito pelo mesmo indivíduo responsável pelos saltos anteriores ao dele. No caso de Maria Eduarda, no entanto, ele disse que a dinâmica foi distinta e envolveu três pessoas, sendo “extremamente rápida”. O amigo não viu o momento de fixação do equipamento de segurança, ainda segundo o depoimento.

À polícia, o rapaz disse ter ouvido gritos de pessoas que alertavam sobre a ausência da corda instantes após Maria Eduarda ser lançada da ponte. Ele afirmou que entrou em estado de choque e precisou ser contido por outras testemunhas, não tendo acompanhado os desdobramentos imediatos do incidente. Essa informação também constava no boletim de ocorrência.

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles SP

Segundo o amigo de Maria Eduarda, ele e a jovem se conheciam há aproximadamente dois anos. Eles teriam tomado conhecimento do evento por meio das redes sociais. O jovem informou que a dupla adquiriu os ingressos previamente mediante contato com os organizadores. O valor pago foi de R$ 180 pelo salto e mais R$ 110 pela locação da câmera GoPro, que sumiu após a morte da vítima.

Prefeitura proíbe acesso de ponte

  • Dois dias após a morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, autoridades passaram a discutir medidas para impedir novos acessos à Ponte do Esqueleto, entre Limeira e Cordeirópolis, local onde ocorreu o salto de rope jump que terminou em tragédia.
  • Em reunião realizada entre representantes da Secretaria do Patrimônio da União (SPU), do Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos (MGI) e das prefeituras dos dois municípios, também foi debatida a possibilidade de demolição da estrutura.
  • Segundo a SPU, os prefeitos de Limeira e Cordeirópolis manifestaram apoio à retirada da ponte e se comprometeram a reforçar os bloqueios já existentes para evitar a entrada de pessoas na área.
  • Em Limeira, a prefeitura informou que retomou as ações para fechar acessos irregulares ao local e reabrirá uma vala que havia sido criada para impedir a passagem, mas que acabou sendo aterrada sem autorização do município.
  • De acordo com a administração municipal, as medidas atendem a um pedido do governo federal para ampliar a segurança da área enquanto soluções definitivas são avaliadas.

Veja imagens do acidente:

Quem era a vítima

Maria Eduarda Rodrigues de Freitas tinha 21 anos e morava em Jandira, na Região Metropolitana de São Paulo. Em seu perfil do Instagram, dizia ter formação em educação física e gestão esportiva. Na plataforma, a jovem costumava compartilhar a rotina de treinos.

Receba no seu email as notícias de Metrópoles SP

Frequência de envio: Diário

Ver todas as newsletters

Ela trabalhava em uma academia de musculação no município. A empresa publicou uma mensagem de luto, lamentando a perda da colaboradora.

A jovem compartilhou fotos e vídeos pouco antes do salto de rope jump. Em uma das publicações, feita por volta das 7h30, Maria Eduarda mostrou uma foto da Ponte do Esqueleto e escreveu: “Quem foi o doido que deixou eu vir pular de uma ponte?”.

De acordo com o boletim de ocorrência, no momento do salto, Maria Eduarda portava uma câmera GoPro, usada para captar imagens em movimento. O equipamento não foi localizado após a queda.