PT busca prorrogar CPI das Pirâmides Financeiras diante do caso Master
Instaurada em julho de 2025, a CPI nunca se desenvolveu plenamente e chega ao prazo final na próxima segunda-feira (1º/6)
atualizado
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A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Pirâmides Financeiras, instaurada na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) para investigar golpes do gênero, chega ao seu prazo final na próxima segunda-feira (1º/6), após 120 dias de vigência. O deputado estadual e vice-presidente da CPI, Paulo Fiorilo (PT), no entanto, quer tentar prorrogar a investigação, que ele acredita poder alcançar possíveis conexões envolvendo o Banco Master.
Para o parlamentar, tais conexões teriam sido o que “inviabilizou politicamente” a investigação. Ele deseja que seja estabelecido um novo prazo de 60 dias.
“A CPI teria condições de esclarecer conexões entre consultorias financeiras, regimes próprios de previdência municipal e investimentos realizados em fundos ligados ao Banco Master. Com Daniel Vorcaro e Fabiano Zettel presos, o papel da comissão era investigar as ramificações no estado de São Paulo para evitar que mais trabalhadores e aposentados tenham suas reservas prejudicadas em operações de alto risco”, afirmou Fiorilo.
Foi convocada, para esta sexta-feira (29/5), uma reunião para apreciar o pedido de prorrogação. Ela será realizada às 9h, no Plenário Tiradentes.
A CPI das Pirâmides Financeiras foi oficializada em 1º de julho de 2025, mas nunca chegou a se desenvolver plenamente. A composição da comissão foi formalizada apenas em 2026, porém sofreu diversas alterações ao longo dos meses em função das frequentes mudanças partidárias de parlamentares em meio à janela eleitoral.
De lá para cá, foram quatro reuniões canceladas por falta de presença mínima, entre fevereiro e março. Apenas uma reunião chegou a ser efetivamente realizada, mas foi destinada à eleição do presidente e do vice-presidente da CPI.