Tácio Lorran

Cedae mantém diretoria que atuou para aportar R$ 200 milhões no Master

Diretoria da Cedae flexibilizou regras de investimentos antes de investir em papéis do Master, no fim de 2023

atualizado

metropoles.com

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Tomaz Silva/Agência Brasil
Cedae, empresa que fornece água para vários municípios do Rio de Janeiro
1 de 1 Cedae, empresa que fornece água para vários municípios do Rio de Janeiro - Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

A atual gestão da Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae) mantém dois membros que fizeram parte da diretoria que flexibilizou regras de aplicações financeiras da empresa, o que permitiu o aporte de R$ 200 milhões em papéis do Banco Master, em outubro de 2023.

O governador interino do Rio de Janeiro, desembargador Ricardo Couto, chegou a exonerar o então presidente da Cedae, Agnaldo Ballon, e nomeou um substituto que prometeu fazer um “limpa” na empresa.

No entanto, dois dos seis diretores que participaram da decisão de flexibilizar as regras de investimento da Cedae seguem nos cargos: Marco Aurélio Damato Porto, da Diretoria de Desenvolvimento das Cidades, e Humberto de Mello Filho, que chefia a diretoria Técnica e de Projetos.

A decisão que permitiu o aporte no Master rebaixou, na prática, o parâmetro para investimentos da Cedae. Em outros palavras, o documento passou a permitir que a companhia compre papéis de bancos com nota mínima BBB-, o que era o caso do banco de Daniel Vorcaro.

A mudança na política interna foi articulada principalmente pelo diretor financeiro da companhia, Antonio Carlos dos Santos. Uma ata da 778ª Reunião do Conselho de Administração da Cedae ressalta, porém, que a flexibilização foi baseada em uma resolução da diretoria executiva da Cedae em outubro de 2023.

Na ocasião, Marco Aurélio Damato Porto e Humberto de Mello Filho faziam parte da diretoria executiva. Além de Agnaldo Ballon, também foram exonerados Antonio Carlos dos Santos e Diogo Mentor de Mattos Rocha.

Procurada, a Cedae informou que a política de investimento foi desenvolvida pela área técnica e endossada pelo Conselho de Administração da empresa como forma de se proteger contra má gestão.

“Diante do que aconteceu, como primeira medida ao assumir o cargo de presidente da Cedae, Rafael Rolim determinou a abertura de Comissão de Sindicância Interna para apurar as responsabilidades sobre os investimentos realizados pela Companhia, em particular no Banco Master. A apuração tem à frente quatro funcionários concursados da área de Governança. Além disso, ele aprovou uma nova política de aplicações financeiras, trazendo novamente práticas mais conservadoras nos investimentos.”

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