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Brasil

Saiba quem é o "F" citado em mensagens do pai de Vorcaro, segundo a PF

Em diálogos de Henrique Vorcaro, corporação indica que pai do banqueiro discutia sobre pagamentos feitos a "F" para "A Turma"

14/05/2026 10:34, atualizado 14/05/2026 11:21
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Arte/Metrópoles
Trecho F decisão PF

A Polícia Federal (PF) suspeita que Fabiano Zettel seja a pessoa tratada por “F” em diálogos de Henrique Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro, que foi preso na sexta fase da operação Compliance Zero, deflagrada nesta quinta-feira (14/5).

Henrique é apontado pelos investigadores como o operador financeiro do grupo conhecido como “A Turma” e “Os Meninos, que atuava como um braço criminoso ligado aos interesses do dono do Banco Master. Em diálogos interceptados pela PF, o pai de Vorcaro discute com o policial federal aposentado Marilson Roseno, pagamentos feitos ao “F”.

O pastor Fabiano Zettel chega à PF em SP - Metrópoles
O pastor Fabiano Zettel durante chegada à PF em SP, no dia 4 de março

Em conversa entre Henrique e Marilson no dia 16 de janeiro de 2026, o pai de Vorcaro deseja feliz Ano-Novo ao policial aposentado, que responde pedindo que não seja deixado “à deriva”. Marilson diz ainda que está “segurando uma manada de búfalo” e que necessita do pagamento ajustado.

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Henrique Vorcaro então diz que receberia novos recursos nos próximos dias e que, assim que isso ocorresse, enviaria imediatamente os R$ 400 mil. Marilson, contudo, rebate o valor e, de acordo com a PF, diz que o ideal seria a quantia de R$ 800 mil, já que os recursos seriam destinados também para “Phillipi” e “considerando que “F” estaria repassando apenas metade do valor”.

“Com base nesse diálogo, a Polícia Federal extrai a conclusão de que Henrique exercia, de maneira clara, o papel de destinador de recursos para o financiamento da “Turma”, sendo o valor de R$ 400 mil compatível com a quantia que, segundo as investigações, era destinada mensalmente à manutenção do grupo, em pagamentos que seriam feitos também por Fabiano Zettel (em tese, o “F” mencionado nos diálogos)”, diz trecho da decisão.
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Henrique Vorcaro, pai do dono do Master, foi preso nesta quinta-feira
O banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, está preso desde o dia 4 de março
Henrique Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro
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Henrique Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro

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Henrique Vorcaro, pai do dono do Master, foi preso nesta quinta-feira
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Henrique Vorcaro, pai do dono do Master, foi preso nesta quinta-feira

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O banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, está preso desde o dia 4 de março
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O banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, está preso desde o dia 4 de março

Reprodução/SAP

Investigação da Polícia Federal já apontou que os núcleos de atuação criminosa que agiam sob os interesses de Daniel Vorcaro, recebiam ao todo, incluído a participação do próprio Felipe Mourão (o Sicário), a quantia aproximada de R$ 1 milhão que, de acordo explicação do próprio Sicário para Vorcaro, eram divididos entre a “Turma” e “Os Meninos”.

Os integrantes da “Turma”, aponta a PF, receberiam R$ 400 mil que seriam repassados diretamente a Marilson Roseno, ao passo que “Os Meninos” receberiam R$ 75 mil por mês. O restante, em tese, permanecia com Felipe Mourão.

Com base em outros diálogos analisados pela PF, identificou-se que o responsável ordinário pelos pagamentos seria Fabiano Zettel. Em uma das conversas, Felipe Mourão, o Sicário, cobra diretamente Daniel Vorcaro sobre os pagamentos para a Turma: “Bom dia. O Fabiano não mandou este mês e a turma está perguntando. Dá uma olhada com ele por favor. Obrigado”.

O outro lado

A defesa do pai de Daniel Vorcaro, Henrique Vorcaro, afirmou que a decisão de prender o empresário, nesta quinta-feira (14/5), “se baseia em fatos cuja comprovação da licitude e do lastro de racionalidade econômica ainda não estão no processo”.

Disse ainda que os apontamentos sobre o esquema de corrupção e envolvimento de policiais federais como informantes não foram repassados nem à defesa, nem a Henrique.

“O ideal seria ouvir as explicações antes de medida tão grave e desnecessária. Cuidaremos imediatamente de demonstrar o que estamos a dizer”, disse o advogado Eugênio Pacceli.