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“800k”: quem é o policial que atuava a mando da família Vorcaro
Segundo a PF, o policial aposentado Marilson Roseno da Silva teria procurado ao menos três outros profissionais para obter informações
atualizado
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O policial federal aposentado Marilson Roseno da Silva, alvo da Operação Compliance Zero, é apontado pela Polícia Federal como o responsável por cooptar outros agentes para acessar ilegalmente o sistema da corporação para atender aos interesses da família Vorcaro.
De acordo com as investigações, Marilson pediu a Henrique Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro, para não deixá-lo “à deriva”. Henrique afirmou que enviaria R$ 400 mil a ele, segundo a PF. Mas o policial federal pediu “800k”.
Em fevereiro de 2026, quando a operação já havia sido deflagrada, Marilson deixou claro, de acordo com a apuração policial, que “o atendimento das demandas também sofreria postergação até o adimplemento, afirmando, em síntese, que estavam ‘no aguardo’”.
De acordo com a PF, Marilson procurou ao menos três policiais federais para fazer consultas indevidas em sistemas internos da corporação. O objetivo do grupo era descobrir o teor do inquérito no qual Henrique Vorcaro teria sido intimado.
Os citados integravam a estrutura chamada “A Turma”, investigada pela PF no âmbito das fraudes e outros supostos crimes cometidos pelo dono do Banco Master e aliados.
Marilson foi preso em março, na terceira fase da Compliance Zero. A PF prendeu o pai de Daniel, Henrique Vorcaro, na manhã desta quinta-feira (14/5).
O que diz a defesa do pai de Vorcaro
A defesa do pai de Daniel Vorcaro, Henrique Vorcaro, afirmou que a decisão de prender o empresário, nesta quinta-feira (14/5), “se baseia em fatos cuja comprovação da licitude e do lastro de racionalidade econômica ainda não estão no processo”.
Disse ainda que os apontamentos sobre o esquema de corrupção e envolvimento de policiais federais como informantes não foram repassados nem à defesa, nem a Henrique.
“O ideal seria ouvir as explicações antes de medida tão grave e desnecessária. Cuidaremos imediatamente de demonstrar o que estamos a dizer”, disse o advogado Eugênio Pacceli.
