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Tácio Lorran

PF suspeita que drogarias lavavam dinheiro dos “Meninos” de Vorcaro

Ministro André Mendonça, que decretou a prisão do alvo, indicou necessidade de aprofundamento das investigações

14/05/2026 11:03, atualizado 14/05/2026 12:43
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Reprodução / Google Street View
Imagem coloria mostra farmácia citada em decisão do STF | Metrópoles

Investigadores da Polícia Federal (PF) suspeitam que drogarias vinculadas a alvo da operação desta quinta-feira (14/5) eram usadas para recebimento indireto dos pagamentos de serviços prestados à organização criminosa.

A PF indica que Victor Lima Sedlmaier — que teve a prisão preventiva decretada — é sócio minoritário de duas drogarias – circunstância que, segundo a investigação, pode indicar “a utilização de pessoas jurídicas para o recebimento indireto de pagamentos decorrentes dos serviços prestados ao núcleo criminoso”.

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PF suspeita de recebimento de recursos por meio de pessoas jurídicas relacionadas a alvo da operação
Alvo de operação da PF é sócio minoritário de farmácias
Henrique e Daniel Vorcaro
Victor Lima Sedlmaier
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Victor Lima Sedlmaier

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PF suspeita de recebimento de recursos por meio de pessoas jurídicas relacionadas a alvo da operação
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PF suspeita de recebimento de recursos por meio de pessoas jurídicas relacionadas a alvo da operação

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Alvo de operação da PF é sócio minoritário de farmácias
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Alvo de operação da PF é sócio minoritário de farmácias

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“Embora esse aspecto ainda demande aprofundamento probatório, ele não é irrelevante nesta fase, pois sugere que Victor não figurava apenas como executor técnico, mas também como possível ponto de apoio para circulação dissimulada de valores ligados à atividade ilícita”, escreveu André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), na decisão que autorizou a sexta fase da Operação Compliance Zero.

A decisão do ministro aponta indícios de que Victor teria desempenhado papel de operador auxiliar qualificado do núcleo “Os Meninos”.

Essa participação envolveria aspectos como prestação contínua de serviços técnicos a David Henrique Alves, líder do núcleo “Os Meninos”, e a inserção remunerada na estrutura de suporte digital da organização. Em depoimento à PF, Victor afirmou ser estudante de ciência da computação, que atua como “desenvolvedor” e presta serviços a David.

“Trata-se de conduta que, nesta fase, revela vínculo funcional, econômico e logístico concreto com o braço tecnológico da organização criminosa investigada”, escreveu André Mendonça na decisão.

De acordo com a investigação, o núcleo chamado “Os Meninos” teria perfil eminentemente tecnológico e seria dedicado à prática de ataques cibernéticos, invasões telemáticas, derrubada de perfis e monitoramento telefônico e telemático ilegal.

A coluna não conseguiu contato com a defesa de Victor Lima Sedlmaier. O espaço segue aberto.