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Manoela Alcântara

PF aponta pai de Vorcaro como operador financeiro de "A Turma"

Pai do banqueiro foi preso, na manhã desta quinta-feira (14/5), em MG. Segundo a PF, grupo atuava para monitorar e intimidar adversários

14/05/2026 09:30, atualizado 14/05/2026 11:12
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Reprodução/Facebook
Henrique Vorcaro era controlador financeiro do Master

Investigação da Polícia Federal apontou que o pai de Daniel Vorcaro, Henrique Vorcaro, era operador financeiro, demandante e beneficiário do grupo. Ele foi preso, na manhã desta quinta-feira (14/5), em Belo Horizonte.

O núcleo funcionava como engrenagem paralela de proteção, intimidação e ocultação patrimonial montada para defender os interesses do Banco Master e de seu controlador, Daniel Vorcaro.

Segundo elementos que embasaram a 6ª fase da Operação Compliance Zero, deflagrada nesta manhã, Henrique se manteve atuante para a manutenção do grupo criminoso, mesmo após a prisão do filho e a descoberta da organização criminosa que atuava contra o Sistema Financeiro Nacional (SFN).

A representação policial o classifica não apenas como pai de Daniel Vorcaro, mas como agente que atuava em conjunto com o filho, em posição de colaboração direta.

De acordo com os investigadores, Henrique era “solicitador e beneficiário dos serviços ilícitos prestados pelo grupo”.

A PF apontou que ele também exercia função própria e autônoma na engrenagem financeira voltada à sustentação do grupo.

As conversas extraídas do celular de Marilson Roseno, policial federal preso durante força-tarefa da PF, indicam que o pai de Vorcaro permaneceu ordenando serviços ilícitos e providenciando recursos para a manutenção do grupo mesmo após as primeiras fases da Operação Compliance Zero, inclusive com menções a repasses vultosos, necessidade de pagamentos para viabilizar o atendimento das demandas, uso de número estrangeiro e troca frequente de terminais.

O que diz a defesa do pai de Vorcaro

A defesa do pai de Daniel Vorcaro, Henrique Vorcaro, afirmou que a decisão de prender o empresário, nesta quinta-feira (14/5), “se baseia em fatos cuja comprovação da licitude e do lastro de racionalidade econômica ainda não estão no processo”.

Disse ainda que os apontamentos sobre o esquema de corrupção e envolvimento de policiais federais como informantes não foram repassados nem à defesa, nem a Henrique.

“O ideal seria ouvir as explicações antes de medida tão grave e desnecessária. Cuidaremos imediatamente de demonstrar o que estamos a dizer”, disse o advogado Eugênio Pacceli.