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Veja mensagens do pai de Vorcaro e policial federal investigado

Decisão do STF reproduz diálogos atribuídos a Henrique Vorcaro e policial federal aposentado investigado pela PF

14/05/2026 10:34, atualizado 14/05/2026 14:15
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Reprodução
Henrique e Daniel Vorcaro

A decisão do ministro André Mendonça (STF) que autorizou a 6ª fase da Operação Compliance Zero, deflagrada nesta quinta-feira (14/5), reproduz diálogos e mensagens atribuídos a Henrique Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro, e ao policial federal aposentado Marilson Roseno da Silva, apontado como “demandante, beneficiário e operador financeiro” do núcleo chamado “A Turma”.

Segundo a decisão, “as conversas extraídas do celular de Marilson Roseno indicam que Henrique permaneceu solicitando serviços ilícitos e providenciando recursos para a manutenção do grupo”.

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Henrique Vorcaro, pai do banqueiro Daniel Vorcaro, foi preso em 14 de maio
Casa de Henrique Vorcaro
Ministro André Mendonça
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Ministro André Mendonça

BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
Henrique Vorcaro, pai do banqueiro Daniel Vorcaro, foi preso em 14 de maio
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Henrique Vorcaro, pai do banqueiro Daniel Vorcaro, foi preso em 14 de maio

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Casa de Henrique Vorcaro
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Casa de Henrique Vorcaro

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O despacho reproduz mensagens relacionadas a repasses financeiros investigados pela PF. Em um dos trechos, Marilson pede para Henrique não o deixar “à deriva”, afirma estar “segurando uma manada de búfalo” e cobra pagamentos.

De acordo com a decisão, Henrique respondeu que receberia recursos “na quinta ou na sexta-feira” e que, assim que isso ocorresse, enviaria “imediatamente” “400”. Marilson rebateu afirmando que o ideal seria “800k”.

Outro diálogo reproduzido no despacho trata da divisão mensal de valores atribuída ao grupo investigado. Segundo a decisão, a mensagem foi enviada por Marilson a Henrique. Veja:

“Ele manda o mensal e eu divido entre a turma. Mando pra eles. 400 divido entre 6. Os meninos mando 75 pra cada, o meu. O DCM e mais dois editores. É este o mensal. Ele manda 1 e, quando você manda bônus, eu divido entre os meninos e a turma”.

O despacho também reproduz trecho em que Marilson cobra a regularização dos pagamentos e afirma que estavam “no aguardo”. No mesmo contexto, segundo o despacho, Henrique respondeu que “hoje, tá ao contrário”, porque ele próprio estaria precisando dos serviços do grupo.

Segundo o ministro, os diálogos “evidenciam uma relação estável de troca: Henrique financiava o grupo e, em contrapartida, utilizava-se de seus serviços ilícitos”.

O despacho também cita que as conversas entre Henrique e Marilson “foram deletadas do aparelho do policial aposentado”. Segundo a decisão, a PF também identificou troca frequente de números telefônicos e uso de número estrangeiro registrado na Colômbia.

Em outro trecho, o magistrado afirma que Marilson acionou policiais para obter informações sobre investigação envolvendo Henrique Vorcaro.

Segundo o documento, Marilson informou a um agente que “um parceiro vai encontrar comigo aqui e vai trazer uma sucinta aqui”, anexando imagem de intimação dirigida a Henrique.

O despacho também menciona reunião reservada e contatos telefônicos entre investigados. Segundo a decisão, o “cotejo entre mensagens, registros telefônicos e monitoramento externo” levou a PF à conclusão de que uma reunião realizada em março de 2026 envolvia “Marilson, Felipe Mourão, Henrique Vorcaro, Sebastião Monteiro e Manoel Mendes”.