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Mirelle Pinheiro

PF volta a considerar acordo de delação com Daniel Vorcaro

Negociações para possível acordo de delação com controlador do Banco Master terão de recomeçar do zero

28/05/2026 11:38, atualizado 28/05/2026 12:35
Arte sobre foto de divulgação
Daniel Vorcaro declarou à Receita Federal possuir R$ 49,7 milhões em obras de arte

A Polícia Federal (PF) voltou a admitir a possibilidade de acordo de delação premiada com o banqueiro Daniel Vorcaro (foto em destaque), controlador do Banco Master.

A coluna apurou que, com a mudança na defesa — após a saída do advogado José Luis Oliveira Lima, o Juca —, voltou a ser aberto um caminho para a retomada das negociações com Vorcaro. Agora, o criminalista mineiro Sérgio Leonardo está à frente do caso.

Conforme apuração da reportagem, a PF teria enviado um ofício ao relator do caso, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), tratando de assuntos relacionados ao Banco Master e aproveitado a oportunidade para sinalizar interesse em retomar as tratativas com Vorcaro.

Como o acordo anterior foi rejeitado, as tratativas terão de ser reiniciadas do zero. O processo volta às etapas iniciais, incluindo a assinatura de novo termo de confidencialidade.

Após as negociações com a PF, Vorcaro deverá apresentar os anexos da delação, que serão analisados pela corporação e pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

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Vorcaro foi transferido para Superintendência da PF em Brasília
Vorcaro já havia sido preso em novembro de 2025
Vorcaro tenta acordo para delação premiada
O banqueiro foi preso na Operação Compliance Zero, da PF
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O banqueiro foi preso na Operação Compliance Zero, da PF

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
Vorcaro foi transferido para Superintendência da PF em Brasília
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Vorcaro foi transferido para Superintendência da PF em Brasília

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
Vorcaro já havia sido preso em novembro de 2025
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Vorcaro já havia sido preso em novembro de 2025

Reprodução/SAP
Vorcaro tenta acordo para delação premiada
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Vorcaro tenta acordo para delação premiada

Reprodução SAP

A rejeição

A primeira proposta de delação foi rejeitada no último dia 20 de maio. A PF apontou que a colaboração apresentada continha omissões relevantes e tentativas de preservar figuras influentes de Brasília, supostamente envolvidas nas fraudes financeiras investigadas.

Os anexos entregues pela defesa foram considerados insuficientes e sem utilidade prática para o avanço da delação.