Patrícia Poeta fala de suposta ameaça da Choquei durante evento em SP. Veja vídeo
Página da Choquei, de Raphael Sousa Oliveira, investigado pela Pf teria exigido R$ 50 mil por posts positivos sobre Patrícia Poeta
atualizado
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A jornalista Patrícia Poeta esteve presente, na noite desta quinta-feira (28/5), no evento de lançamento da plataforma de inteligência artificial Versio, que conecta criadores de conteúdo, marcas e o público-geral. No evento, realizado em São Paulo, ela bateu um papo com o Metrópoles e falou da suposta ameaça que teria recebido da Choquei, página de Raphael Souza Oliveira, alvo de uma investigação que apura um esquema bilionário de dinheiro para o crime organizado.
Segundo informações da colunista Fabia Oliveira, do Metrópoles, Patricia foi vítima de uma tentativa de extorsão por parte dos administradores do perfil de fofoca. A página teria exigido R$ 50 mil em troca de publicações a favor da apresentadora da Globo. Caso contrário, a Choquei faria posts com o intuito de prejudicar a imagem dela.
“Acho que esse tipo de coisa a gente comenta juridicamente. Eu prefiro não comentar isso”, respondeu Poeta à reportagem.
Prêmio em Cannes
Na entrevista, Patrícia Poeta também reagiu ao prêmio que recebeu em Cannes, na França. Para a cerimônia, inclusive, apresentadora escolheu um vestido da eterna Hebe Camargo.
Patrícia conquistou o Lifetime Achievement Award 2026, concedido pelo Global Short Film Awards. O prêmio reconheceu seu trabalho na comunicação, cultura e entretenimento.
“Automaticamente não tem como não voltar um filme, assim, à sua cabeça, né? E aí eu lembro quando eu tava na área rural [do Rio Grande do Sul, onde cresceu], brincando com os animais como se eu estivesse entrevistando eles com planta, com tudo, mas sempre num programa de televisão na minha cabeça, no meu imaginário. E aí tá lá, este ano, dias atrás, pra mim, é muito especial”, contou a anfitriã do Encontro.
Dona da Choquei alvo da PF
O influenciador Raphael Sousa Oliveira, criador da página Choquei, já havia sido alvo de uma operação da Polícia Federal (PF) deflagrada em abril deste ano. A investigação apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro que teria movimentado mais de R$ 1,6 bilhão em menos de dois anos. Na ocasião, a PF chegou a pedir a prisão temporária do influenciador e de outros investigados.
A operação também teve como alvos os cantores MC Ryan SP e Poze do Rodo, além do influenciador Chrys Dias. Segundo os investigadores, o grupo utilizava empresas, terceiros e até movimentações com criptomoedas para ocultar valores e dificultar o rastreamento do dinheiro.
Operação Narco Fluxo
- Segundo a PF, mais de 200 policiais federais participam da operação e cumprem 45 mandados de busca e apreensão e 39 de prisão temporária, expedidos pelo Roberto Lemos dos Santos Filho, da 5ª Vara Federal de Santos.
- De acordo com a PF, a ação acontece nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Espírito Santo, Maranhão, Santa Catarina, Paraná, Goiás e no Distrito Federal.
- A PF acredita que o volume financeiro pelo grupo criminoso ultrapassa R$ 260 bilhões. Além de armas, carrões e dinheiro em espécie, a corporação apreendeu documentos e equipamentos eletrônicos que ajudarão na investigação.
- Entre os presos na operação desta quarta estão os funkeiros MC Ryan SP, MC Poze do Rodo e Raphael Sousa, dono da página Choquei.
- A Justiça determinou o bloqueio de até R$ 2,2 bilhões em bens de Ryan.
- O bloqueio foi imposto a 77 alvos da PF, entre empresas e pessoas físicas.
- De acordo com a decisão judicial, o valor estimado para o bloqueio foi calculado com base no lucro estimado com os crimes que teriam sido praticados: “tráfico internacional de mais de três toneladas de cocaína, somado ao fluxo financeiro identificado nos relatórios de inteligência financeira encaminhados pelo Coaf“.
- Também foram determinadas medidas de constrição patrimonial, incluindo o sequestro de bens e a imposição de restrições societárias, com o objetivo de interromper as atividades ilícitas e preservar ativos para eventual ressarcimento.
- As investigações continuam e os alvos podem responder pelos crimes de associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.




























