Nunes afasta gerente da SPTuris após elo suspeito com ONGs vir à tona
Nunes diz que Controladoria investiga situação do gerente Rodrigo Raveli e que, se houve ilegalidade, ele será demitido
atualizado
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São Paulo — O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), afastou o gerente de eventos da São Paulo Turismo (SPTuris), Rodrigo Raveli, de suas funções. A medida acontece após o Metrópoles mostrar que uma rede de empresas e ONGs ligadas à produtora de Dark Horse e ao Instituto Conhecer Brasil (ICB) ganhou espaço na Prefeitura de São Paulo depois que Raveli assumiu o cargo.
Raveli era ex-dono de uma dessas companhias, a Complexys, que foi alvo de um mandado de busca e apreensão da Polícia Civil durante a Operação Sem Wi-Fi, na semana passada.
“Ele está afastado, está sendo feita uma apuração ampla sobre a matéria que o Metrópoles fez”, afirmou Nunes, em entrevista a jornalistas, durante a inauguração das novas instalações da UBS Cantinho do Céu, na zona sul da cidade.
“Vai ser muito rápido e célere o processo de apuração. Identificando alguma ilegalidade, obviamente ele vai ser demitido. Se não houver ilegalidade, eu não vou cometer injustiça”, disse Nunes, acrescentando que o caso é investigado pela Controladoria Geral do Município.
Contratos sucessivos
Na SPTuris, Raveli era responsável por fiscalizar contratos de um ex-sócio seu na Complexys, Eduardo Ferreira Franco. O antigo parceiro de negócios de Raveli é atualmente sócio de duas empresas de eventos, a Vamoz Comunicação e a HCamargo (HCG Projetos e Cenografia na razão social). Desde que ele passou a atuar nelas, no fim de 2023, ambas passaram a ser seguidamente contratadas pela SPTuris.
Franco também é conselheiro do Instituto Conhecer Brasil (ICB), entidade que firmou contrato com a Prefeitura de São Paulo para instalar pontos de wi-fi nas periferias e é investigada pela polícia.
Nesta terça, Nunes disse que não fazia “nenhum sentido” que Raveli fiscalizasse os contratos de seu ex-sócio.
“Não faz nenhum sentido. Não é algo que a nossa gestão concorde, muito menos com que pactue”, afirmou o prefeito, alegando que Ravelli era funcionário da SPTuris desde 2005 e fiscalizava oito contratos dos mais de 200 que a SPTuris possui.