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São Paulo

Produtora de Dark Horse é alvo de operação por desvio de verba pública

Investigações apontam que recursos teriam sido desviados de contrato para instalação de Wi-Fi e usados em produção cinematográfica

, , 01/06/2026 09:38, atualizado 01/06/2026 16:32
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Divulgação/Governo de SP
Operação da Polícia Civil de SP - Metrópoles

A Polícia Civil realiza nesta segunda-feira (1°/6) operação que investiga suspeita de fraude envolvendo licitação entre a Prefeitura de São Paulo e o Instituto Conhecer Brasil (ICB), que tem como representante Karina Gama, responsável pela produção do filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, chamado Dark Horse. A suspeita é que parte da produção tenha sido financiada por contrato público firmado entre a ONG e a prefeitura da capital.

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Karina Ferreira da Gama, dona da produtora de Dark Horse e de ONG envolvida em ofício do TCU
Cena do 1º trailer de Dark Horse, cinebiografia de Jair Bolsonaro
Jim Caviezel no 1º trailer de Dark Horse, cinebiografia de Jair Bolsonaro
Cenas do teaser de Dark Horse, cinebiografia de Jair Bolsonaro
Operação da Polícia Civil de SP
De cachê atrasado a vigilância em banheiro: como foi fazer Dark Horse
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De cachê atrasado a vigilância em banheiro: como foi fazer Dark Horse

Reprodução
Karina Ferreira da Gama, dona da produtora de Dark Horse e de ONG envolvida em ofício do TCU
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Karina Ferreira da Gama, dona da produtora de Dark Horse e de ONG envolvida em ofício do TCU

Karina Ferreira da Gama / Instagram
Cena do 1º trailer de Dark Horse, cinebiografia de Jair Bolsonaro
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Cena do 1º trailer de Dark Horse, cinebiografia de Jair Bolsonaro

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Jim Caviezel no 1º trailer de Dark Horse, cinebiografia de Jair Bolsonaro
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Jim Caviezel no 1º trailer de Dark Horse, cinebiografia de Jair Bolsonaro

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Cenas do teaser de Dark Horse, cinebiografia de Jair Bolsonaro
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Cenas do teaser de Dark Horse, cinebiografia de Jair Bolsonaro

Go Up Entertainment/Reprodução
Operação da Polícia Civil de SP
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Operação da Polícia Civil de SP

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Polícia investiga desvio em programa Wi-Fi Livre da Prefeitura de São Paulo
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Polícia investiga desvio em programa Wi-Fi Livre da Prefeitura de São Paulo

Fabio Arantes/ Secom

As autoridades apuram possíveis irregularidades no termo de colaboração firmado entre a Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia (SMIT) e o instituto para a contratação e instalação de Wi-Fi em comunidades periféricas da cidade. As investigações apontaram uma série de falhas consideradas graves e indícios de conduta ilegal desde a origem da contratação.


Entenda as suspeitas

  • Falta de capacidade técnica: a polícia apontou que o chamamento público teve a participação exclusiva do ICB, entidade considerada sem experiência no setor de telecomunicações, com atuações somente em feiras de livros e eventos religiosos.
  • Superfaturamento: enquanto a empresa pública Prodam cobrava R$ 306 pela manutenção mensal por ponto, o acordo com o ICB estipulou o pagamento de R$ 1.800 fixos por ponto, um valor injustificadamente superior aos parâmetros de mercado.
  • Descumprimento de metas e fraude em aditivos: a entidade instalou apenas 3.200 dos 5.000 pontos previstos. Para ocultar a demora, foram celebrados três termos aditivos em intervalos de poucos dias.
  • Pagamentos indevidos e antecipados: a administração municipal teria realizado a antecipação de R$ 26 milhões sem a devida contraprestação. Foram identificados repasses relativos a 3.200 pontos, quando, na realidade, apenas seis funcionavam no período.

As autoridades têm suspeitas de que recursos teriam sido desviados do contrato para a produtora Go Up Entertainment Ltda, controlada por Karina, para subsidiar a produção do filme Dark Horse.

Em nota, a Prefeitura de São Paulo informou que colabora com investigações e segue à disposição das autoridades. “Todo o material requisitado na manhã desta segunda-feira já havia sido encaminhado às autoridades e são, desde sempre, de acesso público através da prestação de contas do município”, alegou a gestão de Ricardo Nunes (MDB).

“A administração ressalta que o programa funciona normalmente na cidade e pode ser acompanhado em tempo real no link. Por volta das 9h desta segunda-feira, dos 3,2 mil pontos contratados pela prefeitura, apenas 52 estavam off-line e passavam por manutenção. Não houve pagamento por parte da administração para 5 mil pontos. O aditivo em questão é exclusivamente para manutenção dos 3,2 mil pontos já instalados nas comunidades periféricas da cidade”, acrescentou o texto.

A prefeitura também reforçou que realiza a devida prestação de contas e que o contrato com o ICB “seguiu rigorosamente os princípios da legalidade, transparência e economicidade”.

“Vale lembrar que o chamamento público, aberto por 30 dias para qualquer entidade interessada, ocorreu em 2024, quando não havia sequer produção do filme mencionado, e o processo cumpriu todas as exigências legais. Para 2026, o custo estimado na parceria com o instituto corresponde a R$ 1.280,80 por ponto/mês, significativamente menor do que as propostas recebidas em 2022 de R$ 2.026,26 por ponto/mês e R$ 5.092,14 por ponto/mês.”

O Metrópoles procurou o Instituto Conhecer Brasil e aguarda um retorno.

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