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São Paulo

Maior devedor de impostos de São Paulo, Itaú é chamado a depor em CPI

CPI do Devedor da Câmara Municipal aprova requerimento para que diretor do banco, Gabriel Amado de Moura, seja ouvido em comissão

Jessica Bernardo12/06/2026 02:15, atualizado 11/06/2026 19:08
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Divulgação/Itaú
Fachada do Itaú

Maior devedor de impostos da cidade de São Paulo, o Banco Itaú será chamado a depor na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Câmara Municipal que investiga empresas com débito tributário junto ao fisco paulista. 

Os membros da CPI do Devedor aprovaram nesta quinta-feira (11/6) um requerimento para que o diretor de finanças do grupo, Gabriel Amado de Moura, seja convidado a prestar esclarecimentos na comissão. Segundo a Prefeitura de São Paulo, o Itaú devia ao município, até março deste ano, cerca de R$ 19 bilhões em impostos.

Além do Itaú, os vereadores também aprovaram convites para que representantes de outros três bancos, Bradesco, Caixa e Santander, sejam ouvidos na CPI. As empresas têm dívidas com o município no valor de R$ 555 milhões, R$ 922 milhões e R$ 386 milhões, respectivamente.

O colegiado aprovou, ainda, um requerimento para que representantes que ignoraram convites feitos na sessão anterior sejam intimados a depor na Câmara.


Veja lista de quem foi intimado para depor na CPI

  • Mariana Moraes, líder de finanças da Meta na América Latina. Empresa tem dívida em impostos estimada em R$ 3,9 bilhões.
  • Lucas Garrido, vice-presidente de finanças da Hapvida NotreDame Intermédica. Empresa tem dívida em impostos estimada em R$ 2,4 bilhões.
  • Andrea Marques, chefe de finanças da Tim. Empresa tem dívida em impostos estimada em R$ 1,4 bilhão.
  • Roberto Catalão Cardoso, diretor de relações com investidores da Claro. Empresa tem dívida em impostos estimada em R$ 372,9 milhões.

Banco do Brasil

A sessão desta quinta-feira teve a primeira oitiva com um grande devedor da prefeitura, o Banco do Brasil. A instituição bancária é a quarta no ranking das organizações com maiores dívidas com o fisco paulista, com um total de R$ 2,8 bilhões em débito.

Prestaram depoimento o gerente jurídico regional do Banco do Brasil em São Paulo, José Roberto Cheffo Júnior, e o responsável pela superintendência regional do setor público do Banco do Brasil, Diogo Brim. Os dois afirmaram que o banco não reconhece a dívida apontada pela prefeitura, que é questionada em diferentes ações na Justiça.

Durante a sessão da CPI, o presidente da comissão, Sansão Pereira (Republicanos), apontou que os representantes enviados pelo banco não sabiam responder parte dos questionamentos da comissão e apresentou um novo requerimento para que o chefe de finanças do banco, Marco Geovanne Tobias da Silva, compareça à Câmara.

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