Maior devedor de impostos de São Paulo, Itaú é chamado a depor em CPI
CPI do Devedor da Câmara Municipal aprova requerimento para que diretor do banco, Gabriel Amado de Moura, seja ouvido em comissão

Maior devedor de impostos da cidade de São Paulo, o Banco Itaú será chamado a depor na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Câmara Municipal que investiga empresas com débito tributário junto ao fisco paulista.
Os membros da CPI do Devedor aprovaram nesta quinta-feira (11/6) um requerimento para que o diretor de finanças do grupo, Gabriel Amado de Moura, seja convidado a prestar esclarecimentos na comissão. Segundo a Prefeitura de São Paulo, o Itaú devia ao município, até março deste ano, cerca de R$ 19 bilhões em impostos.
Além do Itaú, os vereadores também aprovaram convites para que representantes de outros três bancos, Bradesco, Caixa e Santander, sejam ouvidos na CPI. As empresas têm dívidas com o município no valor de R$ 555 milhões, R$ 922 milhões e R$ 386 milhões, respectivamente.
O colegiado aprovou, ainda, um requerimento para que representantes que ignoraram convites feitos na sessão anterior sejam intimados a depor na Câmara.
Veja lista de quem foi intimado para depor na CPI
- Mariana Moraes, líder de finanças da Meta na América Latina. Empresa tem dívida em impostos estimada em R$ 3,9 bilhões.
- Lucas Garrido, vice-presidente de finanças da Hapvida NotreDame Intermédica. Empresa tem dívida em impostos estimada em R$ 2,4 bilhões.
- Andrea Marques, chefe de finanças da Tim. Empresa tem dívida em impostos estimada em R$ 1,4 bilhão.
- Roberto Catalão Cardoso, diretor de relações com investidores da Claro. Empresa tem dívida em impostos estimada em R$ 372,9 milhões.
Banco do Brasil
A sessão desta quinta-feira teve a primeira oitiva com um grande devedor da prefeitura, o Banco do Brasil. A instituição bancária é a quarta no ranking das organizações com maiores dívidas com o fisco paulista, com um total de R$ 2,8 bilhões em débito.
Prestaram depoimento o gerente jurídico regional do Banco do Brasil em São Paulo, José Roberto Cheffo Júnior, e o responsável pela superintendência regional do setor público do Banco do Brasil, Diogo Brim. Os dois afirmaram que o banco não reconhece a dívida apontada pela prefeitura, que é questionada em diferentes ações na Justiça.
Durante a sessão da CPI, o presidente da comissão, Sansão Pereira (Republicanos), apontou que os representantes enviados pelo banco não sabiam responder parte dos questionamentos da comissão e apresentou um novo requerimento para que o chefe de finanças do banco, Marco Geovanne Tobias da Silva, compareça à Câmara.

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