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São Paulo

Deputados pedem CPI do Master em SP após aportes de prefeituras

Deputadas da bancada feminista do Psol e Guilherme Cortez articulam assinaturas para abertura da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI)

20/05/2026 17:06
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Divulgação/Alesp
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Deputados da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) articulam assinaturas pela abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a aplicação de recursos públicos no Banco Master.

As parlamentares da Bancada Feminista do Psol e o Guilherme Cortez (PSol) afirmam que a CPI pretende requisitar contratos, pareceres técnicos e extratos entre representantes municipais e o banco.

O prazo de funcionamento proposto é de 120 dias prorrogáveis. A bancada já começou o recolhimento das assinaturas, que devem atingir um terço dos parlamentares (32).

Fabiano Zettel foi um dos maiores doadores individuais da campanha de Tarcísio de Freitas, e chama atenção o fato de diversos prefeitos ligados à base aliada do governo estadual terem realizado investimentos expressivos no Banco Master”, afirmou Paula Nunes, uma das articuladoras.

Instituições públicas e Banco Master

A CPI pretende investigar casos recentes que vieram à tona, mostrando casos de aportes milionários do Instituto de Previdência Social de cidades paulistas no Banco Master.

No início de maio, a Polícia Federal (PF) deflagrou uma operação para investigar aportes do Instituto de Previdência dos Servidores de Cajamar, na Grande São Paulo, no banco.

Ao todo, foram aplicados R$ 87 milhões em letras financeiras na instituição de Daniel Vorcaro, que está preso sob suspeita de operar fraude bilionária contra o sistema financeiro.

Segundo a PF, as aplicações suspeitas ocorreram entre agosto de 2023 e março de 2024, durante a gestão do ex-prefeito Danilo Joan (PP), que é aliado do senador Ciro Nogueira (PP-PI), presidente nacional do partido e que foi alvo de operação da PF na semana passada, por suspeita de corrupção no caso Master.

O município, junto a quatro outros (Araras, Santa Rita do Oeste, Santo Antônio de Posse e São Roque), já havia sido alertado pelo Ministério Público de Contas (MPC), em 2024, sobre possíveis entraves com os investimentos no futuro.

Em abril, um mês antes, a PF deflagrou outra operação semelhante, mas relacionada à Previdência de Santo Antônio da Posse, investigada pela aplicação de aproximadamente R$ 13 milhões em letras financeiras do Banco Master e do Banco Daycoval.

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