INSS: investigada pela PF foi cabo eleitoral de senadora da CPMI

Senadora Leila Barros (PDT) contratou secretária-geral da Contag para supervisionar equipe de rua durante as eleições de 2018

atualizado

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Jefferson Rudy/Agência Senado
A senadora Leila Barros (PDT-DF) - Metrópoles
1 de 1 A senadora Leila Barros (PDT-DF) - Metrópoles - Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

Investigada pela Polícia Federal (PF) por envolvimento na Farra dos INSS, Thaisa Daiane Silva trabalhou como cabo eleitoral da senadora Leila Barros (PDT), conhecida como Leila do Volêi (foto de destaque), na campanha de 2018. A parlamentar é titular da CPMI que investiga o esquema de descontos indevidos sobre aposentadorias, revelado pelo Metrópoles.

Thaisa Daiane Silva é secretária-geral da Confederação Nacional dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares (Contag), entidade suspeita de desviar até R$ 2 bilhões em descontos indevidos. Ela é alvo da PF em razão da compra de um imóvel de R$ 600 mil em Campo Grande após a farra dos descontos. Na semana passada, a CPMI do INSS aprovou sua convocação para prestar depoimento.

Durante as eleições de 2018, Thaisa foi contratada pela então candidata Leila Barros para prestar serviços de cabo eleitoral na função de supervisora. A finalidade principal do cargo é buscar votos para a candidata. Ela recebeu R$ 3 mil pelo trabalho, segundo informações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Eleita senadora pelo PSB, Leila se filiou ao PDT em outubro de 2023. A sigla é a mesma do ex-ministro da Previdência Carlos Lupi (PDT), que também é alvo da CPMI do INSS. Durante depoimento da Comissão, Lupi reconheceu que indicou o nome de André Fidelis para o INSS por indicação de Weverton Rocha, seu correligionário de partido.

Hoje, Leila representa o PDT como membro titular do bloco parlamentar firmado com o PT. A senadora argumenta que não teve “qualquer relação pessoal” com Thaisa durante as eleições, e que “o vínculo que existiu foi limitado à participação pontual dela no período eleitoral’ (veja nova completa abaixo).


Investigações contra Thaisa e Contag

  • A Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag) é investigada pela arrecadação de R$ 2 bilhões em descontos compulsórios.
  • Parte do valor obtido nos descontos teria sido desviado para os seus dirigentes.
  • Como secretária-geral de Contag, Thaisa é questionada pela compra de casa em Campo Grande, no valor de R$ 599.600,00, adquirida em fevereiro de 2022.
  • Ela deve ser convocada à CPMI do INSS para prestar esclarecimentos.
  • A defesa de Thaisa nega irregularidades e diz que o patrimônio dela tem origem lícita.
  • Em nota ao Metrópoles, a secretária da Contag afirma que “desde 2010, tem um lote de 8 hectares, advindo de projeto de reforma agrária, do qual recebeu o título de domínio em 2022. Em 2022, comprou uma casa de aproximadamente R$ 600 mil, financiada em 30 anos, que está sendo paga com a renda dela e de seu cônjuge, que atua como advogado”.
  • Além disso, a defesa argumenta que sua atuação política ocorre “sem qualquer relação com sua atuação na Contag“.
  • Thaisa, segundo sua defesa, “foi secretária nacional do movimento popular socialista do PSB Nacional. Participou, como militante, de campanhas eleitorais diversas de candidatos do PSB, atividade lícita de participação política na sociedade”.

O que diz a senadora Leila do Vôlei:

Ao Metrópoles, a senadora Leila Barros (PDT) disse que:

“Em 2018, fui candidata ao Senado pelo Distrito Federal. Naquela campanha, cerca de 400 pessoas trabalharam em diferentes funções, número significativamente menor do que o de outros candidatos à época. Conforme consta na prestação de contas aprovada pelo TRE/DF, a pessoa citada atuou como supervisora de equipe de rua, assim como outros colaboradores contratados exclusivamente para a campanha de 2018. Não tive, nem tenho, qualquer relação pessoal com ela e o vínculo que existiu foi limitado apenas à participação pontual dela no período eleitoral”.

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