Esposa de Camisotti alega não ter dinheiro para ir à CPMI do INSS
Defesa diz que bens de Cecília Simões, esposa de Maurício Camisotti, estão bloqueados e ela não tem como ir à CPMI do INSS, em Brasília
atualizado
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Convocada para a sessão da CPMI do INSS de quinta-feira (18/9), Cecília Montalvão Simões, que vive em São Paulo, alegou não ter como bancar a viagem a Brasília para participar do colegiado. Ela é a esposa de Maurício Camisotti, investigado por ser dono de três associações que faturaram R$ 852 milhões em descontos de aposentadorias.
A defesa de Cecília argumenta que ela deve ter “a mesma proteção constitucional conferida aos demais investigados”. O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu habeas corpus para Camisotti e Antonio Carlos Camilo Antunes, o lobista conhecido como “Careca do INSS”, autorizando os investigados a não comparecerem ao colegiado. Eles estão presos preventivamente desde a sexta-feira passada (12).
Na solicitação da defesa, anexada aos documentos da CPMI, os advogados ainda dizem que “não foi observado o prazo mínimo de 72 horas entre a convocação e a sessão”, além da impossibilidade de pagar as viagens.
“A peticionária encontra-se com todos os seus bens bloqueados, circunstância que inviabiliza a disponibilidade de recursos financeiros para custear sua presença em Brasília”, escreveu a defesa.
Cecília é uma das sócias da Benfix, empresa que fez contratos milionários para modernizar a gestão de entidades associativas autorizadas pelo INSS a fazer descontos de mensalidade direto na folha de pagamento dos aposentados. Sozinha, ou com parentes, ela movimentou R$ 295,2 milhões sob suspeita, segundo relatórios do Coaf, anexados à investigação da Polícia Federal (PF).

















