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São Paulo

Como será "depoimento especial" da filha da PM Gisele em julgamento

Filha da PM Gisele prestará depoimento especial no 3º dia de oitivas de julgamento que apura o feminicídio da soldado. Coronel é réu

02/06/2026 10:17
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Redes Sociais/Reprodução
Mulher loira, de cabelos compridos, segura criança ao seu lado, no colo - Metrópoles

A filha da policial militar (PM) Gisele Alves Santana será ouvida pela Justiça em uma das audiências de instrução que apura o feminicídio da soldado. O réu é o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, cujo depoimento está previsto para o dia 3 de julho, na última etapa da fase de instrução. Com 7 anos de idade, a criança será ouvida em depoimento especial.


Como determina o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), o interrogatório, nesses casos, é realizado em um local próprio, com participação apenas de psicólogo ou assistente social — um desses profissionais fará as perguntas à criança, em um espaço separado. O juiz e demais participantes vão acompanhar da sala de audiência em tempo real. O depoimento é gravado e preserva o sigilo e a intimidade da criança.


A oitiva da menina foi indicada pelo Ministério Público do Estado (MPSP) e marcada pela Justiça. No mesmo dia em que ela presta depoimento, também serão ouvidos familiares de Gisele, como a mãe, o pai e o irmão dela, além do ex-marido, pai da criança.

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Gisele Alves Santana e Geraldo Leite Rosa Neto
Inicialmente, o caso foi registrado como suicídio, mas depois o coronel foi preso e é investigado por feminicídio
Oficial ignorou recomendação e cruzou a porta do imóvel acompanhado por policiais
Como será “depoimento especial” da filha da PM Gisele em julgamento - imagem 5
Publicação no Diário Oficial garante salário integral ao coronel, que somou mais de R$ 28 mil, enquanto a PM Gisele recebia R$ 7 mil
Gisele foi encontrada morta em fevereiro
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Gisele foi encontrada morta em fevereiro

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Gisele Alves Santana e Geraldo Leite Rosa Neto
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Gisele Alves Santana e Geraldo Leite Rosa Neto

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Inicialmente, o caso foi registrado como suicídio, mas depois o coronel foi preso e é investigado por feminicídio
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Inicialmente, o caso foi registrado como suicídio, mas depois o coronel foi preso e é investigado por feminicídio

Arquivo pessoal
Oficial ignorou recomendação e cruzou a porta do imóvel acompanhado por policiais
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Oficial ignorou recomendação e cruzou a porta do imóvel acompanhado por policiais

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Publicação no Diário Oficial garante salário integral ao coronel, que somou mais de R$ 28 mil, enquanto a PM Gisele recebia R$ 7 mil
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Publicação no Diário Oficial garante salário integral ao coronel, que somou mais de R$ 28 mil, enquanto a PM Gisele recebia R$ 7 mil

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Policiais reforçam que qualquer manipulação deve ser feita apenas pela perícia
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Policiais reforçam que qualquer manipulação deve ser feita apenas pela perícia

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Tenente-coronel teve prisão decretada por morte da esposa, a PM Gisele
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Tenente-coronel teve prisão decretada por morte da esposa, a PM Gisele

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Fabio Vieira/Especial Metrópoles

Criança relatava brigas intensas entre o casal

A filha de Gisele morava com ela e Geraldo em um apartamento no Brás, na região central de São Paulo, onde a soldado foi encontrada morta com um tiro na cabeça. Ela não estava no imóvel no momento do disparo.

Desde que passou a morar no local, a criança relatava ao pai a ocorrência de brigas constantes e intensas entre o casal. Na véspera da morte de Gisele, em 17 de fevereiro, a menina foi buscada pelo pai e entrou no carro chorando, dizendo que não queria voltar para o apartamento porque não aguentava mais as brigas, segundo relato do genitor.

Amigas da soldado também relataram que a criança apresentava sinais de abalo psicológico, como perda de peso e episódios de enurese noturna (xixi na cama) após passar a conviver com o tenente-coronel.


Relembre o caso


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