Coronel que matou PM Gisele assediou subordinada: “Te dar um beijo bem gostoso”

Conversas mostram que coronel Geraldo Leite Rosa Neto, ligou para subordinada um dia após a morte da PM Gisele e negou envolvimento no caso

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Policial miltiar de São Paulo, com boina - Metrópoles
1 de 1 Policial miltiar de São Paulo, com boina - Metrópoles - Foto: Reprodução

Mensagens do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto revelam conversas de teor sexual enviadas a uma policial subordinada meses antes dele ser preso, acusado pela morte da esposa, a soldado da Polícia Militar (PM) Gisele Alves Santana. O oficial também é alvo de uma denúncia encaminhada à Corregedoria da Polícia Militar no último dia 30 de abril, na qual a subordinada acusa o coronel de assédio sexual e moral dentro do batalhão onde ambos trabalhavam, em São Paulo.

O Metrópoles teve acesso a imagens das conversas atribuídas ao tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto com a policial subordinada. Nas mensagens, o oficial faz declarações amorosas, insiste em um relacionamento e envia comentários de teor íntimo. Veja abaixo:

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Conversas mostram que coronel Geraldo Leite Rosa Neto, ligou para subordinada um dia após a morte da PM Gisele e negou envolvimento no caso
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Tenente-coronel teve prisão decretada por morte da esposa, a PM Gisele
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Tenente-coronel teve prisão decretada por morte da esposa, a PM Gisele

Arquivo pessoal
Soldado era casada com tenente-coronel, que estava no apartamento no momento do tiro
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Soldado era casada com tenente-coronel, que estava no apartamento no momento do tiro

Arquivo Pessoal
Gisele Alves Santana
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Gisele Alves Santana

Reprodução/Redes Sociais
Gisele foi socorrida e morreu no Hospital das Clínicas
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Gisele foi socorrida e morreu no Hospital das Clínicas

Arquivo Pessoal
PM Gisele: novos depoimentos podem levar à expulsão de tenente-coronel
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PM Gisele: novos depoimentos podem levar à expulsão de tenente-coronel

Arquivo Pessoal
Coronel que matou PM Gisele assediou subordinada: “Te dar um beijo bem gostoso” - imagem 13
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Reprodução/ Polícia Militar
Publicação no Diário Oficial garante salário integral ao coronel, que somou mais de R$ 28 mil, enquanto a PM Gisele recebia R$ 7 mil
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Publicação no Diário Oficial garante salário integral ao coronel, que somou mais de R$ 28 mil, enquanto a PM Gisele recebia R$ 7 mil

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“Vc vai aceitar namorar comigo?”

Em uma das conversas, a policial pede que ele mantenha “o profissionalismo” e afirma que não queria nenhum envolvimento com o coronel. “Não vamos ter nada, eu não quero nada… apenas respeito”, escreveu a soldado. Mesmo assim, o oficial respondeu dizendo que a amava e que queria “ficar, namorar, noivar e casar” com ela.

As mensagens também mostram insistência frequente do coronel em procurar pela subordinada. Em outro trecho, ele pergunta: “Vc vai aceitar namorar comigo?” e afirma: “não vejo a hora de te dar um beijo bem gostoso”.

Segundo os registros obtidos pela reportagem, no dia 19 de fevereiro, um dia após a morte da soldado Gisele Alves Santana, o oficial voltou a procurar a policial com mensagens e ligações não atendidas.

Dias após a morte de Gisele, o coronel Neto voltou a procurar a policial subordinada e enviou mensagens tentando se defender da acusação de ter matado a esposa. Em uma das conversas, o oficial escreveu: “Eu estava no banho quando ela se matou na sala”, antes de afirmar que acionou o resgate e chamou equipes da polícia e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

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Gisele Alves Santana e Geraldo Leite Rosa Neto
Inicialmente, o caso foi registrado como suicídio, mas depois o coronel foi preso e é investigado por feminicídio
Oficial ignorou recomendação e cruzou a porta do imóvel acompanhado por policiais
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Publicação no Diário Oficial garante salário integral ao coronel, que somou mais de R$ 28 mil, enquanto a PM Gisele recebia R$ 7 mil
Gisele foi encontrada morta em fevereiro
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Gisele foi encontrada morta em fevereiro

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Gisele Alves Santana e Geraldo Leite Rosa Neto
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Gisele Alves Santana e Geraldo Leite Rosa Neto

Redes Sociais/Reprodução
Inicialmente, o caso foi registrado como suicídio, mas depois o coronel foi preso e é investigado por feminicídio
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Inicialmente, o caso foi registrado como suicídio, mas depois o coronel foi preso e é investigado por feminicídio

Arquivo pessoal
Oficial ignorou recomendação e cruzou a porta do imóvel acompanhado por policiais
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Oficial ignorou recomendação e cruzou a porta do imóvel acompanhado por policiais

Polícia Civil/Reprodução
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Publicação no Diário Oficial garante salário integral ao coronel, que somou mais de R$ 28 mil, enquanto a PM Gisele recebia R$ 7 mil
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Publicação no Diário Oficial garante salário integral ao coronel, que somou mais de R$ 28 mil, enquanto a PM Gisele recebia R$ 7 mil

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Policiais reforçam que qualquer manipulação deve ser feita apenas pela perícia
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Policiais reforçam que qualquer manipulação deve ser feita apenas pela perícia

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Coronel que matou PM Gisele assediou subordinada: “Te dar um beijo bem gostoso” - imagem 8
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Reprodução/TJSP
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Tenente-coronel teve prisão decretada por morte da esposa, a PM Gisele
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Tenente-coronel teve prisão decretada por morte da esposa, a PM Gisele

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Fabio Vieira/Especial Metrópoles

Relembre o caso


Prisão do coronel

A prisão do oficial Geraldo Leite Rosa Neto foi solicitada pela Polícia Civil no dia 17 de março, após o resultado dos laudos descartar a hipótese de suicídio sustentada por ele.  O coronel foi preso na manhã do dia 18, em um condomínio residencial de São José dos Campos, interior de São Paulo, exatamente um mês após a morte da esposa.

Ao chegar às dependências ao Presídio Militar Romão Gomes, na zona norte de São Paulo, na tarde de quarta-feira (18/3), o tenente-coronel foi recebido com abraços por colegas de farda. Veja:

 

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