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São Paulo

Caso Gisele: coronel preso é suspeito de assediar outra PM após crime

Denúncia enviada à Corregedoria da PM aponta que coronel Neto mantinha mensagens frequentes e tentativas de aproximação com subordinada

07/05/2026 16:37
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Reprodução/Redes Sociais
Casal em foto de casamento, com a mulher com efeito translucido. Tenente-coronel e soldado da PM - Metrópoles

Uma denúncia encaminhada à Corregedoria da Polícia Militar no último dia 30 de abril acusa o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, preso pela morte da mulher, a soldado Gisele Alves Santana, de assédio sexual e moral contra uma policial subordinada da corporação. Segundo a defesa da vítima, as tentativas teriam continuado mesmo após a morte de Gisele.

De acordo com a denúncia, a soldado e o tenente-coronel trabalhavam no 49º Batalhão da Polícia Militar Metropolitano, onde atuava como comandante da unidade e ela integrava o efetivo da 3ª Companhia. A policial afirma ter sido alvo frequente de mensagens, convites e abordagens de cunho pessoal, além de episódios de pressão dentro do ambiente de trabalho, supostamente praticados pelo oficial ao longo de meses.

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Gisele Alves Santana e Geraldo Leite Rosa Neto
Inicialmente, o caso foi registrado como suicídio, mas depois o coronel foi preso e é investigado por feminicídio
Oficial ignorou recomendação e cruzou a porta do imóvel acompanhado por policiais
Caso Gisele: coronel preso é suspeito de assediar outra PM após crime - imagem 5
Publicação no Diário Oficial garante salário integral ao coronel, que somou mais de R$ 28 mil, enquanto a PM Gisele recebia R$ 7 mil
Gisele foi encontrada morta em fevereiro
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Gisele foi encontrada morta em fevereiro

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Gisele Alves Santana e Geraldo Leite Rosa Neto
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Gisele Alves Santana e Geraldo Leite Rosa Neto

Redes Sociais/Reprodução
Inicialmente, o caso foi registrado como suicídio, mas depois o coronel foi preso e é investigado por feminicídio
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Inicialmente, o caso foi registrado como suicídio, mas depois o coronel foi preso e é investigado por feminicídio

Arquivo pessoal
Oficial ignorou recomendação e cruzou a porta do imóvel acompanhado por policiais
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Oficial ignorou recomendação e cruzou a porta do imóvel acompanhado por policiais

Polícia Civil/Reprodução
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Publicação no Diário Oficial garante salário integral ao coronel, que somou mais de R$ 28 mil, enquanto a PM Gisele recebia R$ 7 mil
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Publicação no Diário Oficial garante salário integral ao coronel, que somou mais de R$ 28 mil, enquanto a PM Gisele recebia R$ 7 mil

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Policiais reforçam que qualquer manipulação deve ser feita apenas pela perícia
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Policiais reforçam que qualquer manipulação deve ser feita apenas pela perícia

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Tenente-coronel teve prisão decretada por morte da esposa, a PM Gisele
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Tenente-coronel teve prisão decretada por morte da esposa, a PM Gisele

Arquivo pessoal
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Fabio Vieira/Especial Metrópoles

Assédio após morte de esposa

14 dias após a morte da soldado Gisele Alves Santana, ocorrida em 18 de fevereiro, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto procurou a soldado Rariane Caroline. O contato teria acontecido no dia 4 de março, quando o oficial tentou falar com a soldado para se explicar sobre a investigação da morte da esposa, caso pelo qual ele já era apontado como suspeito.

De acordo com o relato apresentado pela defesa, Rariane pediu para que o coronel a deixasse em paz e afirmou que vinha sendo associada, de forma equivocada, como amante do oficial dentro da corporação. A soldado relata ainda que, mesmo sem resposta, ele continuou enviando mensagens e insistindo no contato. Em um dos trechos da denúncia, ela afirma que o comportamento do comandante era de um “maluco”, e que passou a temer do que ele poderia ser capaz após a morte de Gisele.

“Algo em off”

As mensagens enviadas pelo coronel Neto começaram com elogios à postura profissional da soldado, mas, ao longo dos meses, passaram a ter teor pessoal e insistente. A defesa afirma que o oficial comentava sobre a aparência, o fardamento e a vida particular da policial, além de tentar criar proximidade fora do ambiente de trabalho.

Ainda de acordo com o documento, a partir de agosto de 2025 as abordagens ficaram mais explícitas. O coronel teria dito que “queria ela pra ele”, que gostaria de manter “algo em off” e chegou a afirmar que “queria beijar sua boca”. Em outra mensagem, enviada após uma visita à base da PM onde ela trabalhava, escreveu que “gostava de estar perto dela”, mas que sentia que a soldado “fugia” dele.

A denúncia também aponta que as mensagens eram frequentes e continuaram mesmo após recusas diretas da policial. Em um dos episódios descritos, ele teria ido até o prédio onde a soldado morava com um buquê de flores e depois enviado mensagens avisando que havia deixado o presente na portaria.


Relembre o caso


Prisão do coronel

A prisão do oficial Geraldo Leite Rosa Neto foi solicitada pela Polícia Civil no dia 17 de março, após o resultado dos laudos descartar a hipótese de suicídio sustentada por ele.  O coronel foi preso na manhã do dia 18, em um condomínio residencial de São José dos Campos, interior de São Paulo, exatamente um mês após a morte da esposa.

Ao chegar às dependências ao Presídio Militar Romão Gomes, na zona norte de São Paulo, na tarde de quarta-feira (18/3), o tenente-coronel foi recebido com abraços por colegas de farda. Veja:

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