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São Paulo

PM Gisele: novos depoimentos podem levar à expulsão de tenente-coronel

Acusado de matar a PM Gisele Alves, o tenente-coronel Geraldo Neto é julgado pelo Conselho de Justificação (CJ) em SP

04/05/2026 16:53, atualizado 07/05/2026 11:05
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Arquivo Pessoal
tenente-coronel Geraldo Neto e a esposa, a PM Gisele Alves

Novas testemunhas foram convocadas para depor no processo do tenente-coronel Geraldo Neto. Ele é julgado pelo Conselho de Justificação (CJ) em SP por matar a esposa dele, a soldado Gisele Alves, que tinha entrado em fevereiro deste ano para Polícia Militar (PM).

PM Gisele: novos depoimentos podem levar à expulsão de tenente-coronel - destaque galeria
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Gisele Alves Santana e Geraldo Leite Rosa Neto
Inicialmente, o caso foi registrado como suicídio, mas depois o coronel foi preso e é investigado por feminicídio
Oficial ignorou recomendação e cruzou a porta do imóvel acompanhado por policiais
Publicação no Diário Oficial garante salário integral ao coronel, que somou mais de R$ 28 mil, enquanto a PM Gisele recebia R$ 7 mil
Policiais reforçam que qualquer manipulação deve ser feita apenas pela perícia
Gisele foi encontrada morta em fevereiro
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Gisele foi encontrada morta em fevereiro

Redes Sociais/Reprodução
Gisele Alves Santana e Geraldo Leite Rosa Neto
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Gisele Alves Santana e Geraldo Leite Rosa Neto

Redes Sociais/Reprodução
Inicialmente, o caso foi registrado como suicídio, mas depois o coronel foi preso e é investigado por feminicídio
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Inicialmente, o caso foi registrado como suicídio, mas depois o coronel foi preso e é investigado por feminicídio

Arquivo pessoal
Oficial ignorou recomendação e cruzou a porta do imóvel acompanhado por policiais
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Oficial ignorou recomendação e cruzou a porta do imóvel acompanhado por policiais

Polícia Civil/Reprodução
Publicação no Diário Oficial garante salário integral ao coronel, que somou mais de R$ 28 mil, enquanto a PM Gisele recebia R$ 7 mil
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Publicação no Diário Oficial garante salário integral ao coronel, que somou mais de R$ 28 mil, enquanto a PM Gisele recebia R$ 7 mil

Reprodução/TJM
Policiais reforçam que qualquer manipulação deve ser feita apenas pela perícia
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Policiais reforçam que qualquer manipulação deve ser feita apenas pela perícia

Reprodução/Polícia Civil
Tenente-coronel teve prisão decretada por morte da esposa, a PM Gisele
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Tenente-coronel teve prisão decretada por morte da esposa, a PM Gisele

Arquivo pessoal

O oficial é julgado por um Conselho de Justificação (CJ), procedimento que avalia se integrantes das Forças Armadas ou da Polícia Militar têm condições de permanecerem na ativa diante de condutas consideradas incompatíveis com a função.

As oitivas estão marcadas para os dias 11 e 14 de maio, por videoconferência, segundo publicação do Diário Oficial de São Paulo, nesta segunda-feira (4/5).

O advogado do tenente-coronel, Eugênio Carlos Bailliano Malavasi, foi intimado a comparecer à audiência na qual quatro testemunhas serão ouvidas.

O 1º tenente Guilherme Adriano Lucas, responsável pela equipe que atendeu à ocorrência, depõe no dia 11, às 11h. Além dele, outras agentes, sendo uma soldado, uma cabo e uma subtenente, todas amigas de Gisele Alves, prestam depoimento.

O Conselho de Justiça foi instaurado em resolução publicada no dia 31 de março no Diário Oficial, pelo secretário de Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves.

Ele ocorre de forma independente ao processo criminal, no qual Neto responde por feminicídio e fraude processual. Na última terça-feira (28/4), o Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu que o oficial será julgado pela Justiça comum, e não pela Justiça Militar.

Procurado pela reportagem, o advogado Eugênio Malavasi afirmou que a intimação para as oitivas se trata apenas de uma “instrução processual administrativa” e que estará presente na audiência para “a garantia do contraditório e ampla defesa”.

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