Coronel empurrou PM Gisele na parede de QG da PM, relatam policiais

Tenente-coronel costumava ir até o trabalho de Gisele e, em uma das ocasiões, agarrou a esposa pelos braços e pressionou-a contra a parede

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Arquivo pessoal
Tenente-coronel teve prisão decretada por morte da esposa, a PM Gisele - Metrópoles
1 de 1 Tenente-coronel teve prisão decretada por morte da esposa, a PM Gisele - Metrópoles - Foto: Arquivo pessoal

O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, preso suspeito de matar a esposa Gisele Alves Santana, já havia agredido a mulher dentro da sede do Comando-Geral da Polícia Militar de São Paulo, segundo depoimentos de policiais e de um ex-marido da vítima.

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O tenente-coronel Geraldo Leite e a PM Gisele Alves Santana
Gisele Alves Santana tinha 32 anos
Gisele Alves Santana tinha 32 anos
Soldado da Polícia Militar, Gisele Alves Santana foi encontrada morta
Coronel empurrou PM Gisele na parede de QG da PM, relatam policiais - imagem 6
Gisele Alves Santana e o marido, o tenente-coronel da PM Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos
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Gisele Alves Santana e o marido, o tenente-coronel da PM Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos

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O tenente-coronel Geraldo Leite e a PM Gisele Alves Santana
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O tenente-coronel Geraldo Leite e a PM Gisele Alves Santana

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Gisele Alves Santana tinha 32 anos
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Gisele Alves Santana tinha 32 anos

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Gisele Alves Santana tinha 32 anos

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Soldado da Polícia Militar, Gisele Alves Santana foi encontrada morta
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Soldado da Polícia Militar, Gisele Alves Santana foi encontrada morta

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Mensagens trocadas pelo oficial indicam que o  tenente-coronel da PM Geraldo Leite Rosa Neto, monitorava conversas de Gisele Alves
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Mensagens trocadas pelo oficial indicam que o tenente-coronel da PM Geraldo Leite Rosa Neto, monitorava conversas de Gisele Alves

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Mensagens trocadas pelo oficial indicam que o tenente-coronel da PM Geraldo Leite Rosa Neto, monitorava conversas de Gisele Alves
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Mensagens trocadas pelo oficial indicam que o tenente-coronel da PM Geraldo Leite Rosa Neto, monitorava conversas de Gisele Alves

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Gisele morreu no imóvel onde vivia com marido, no Brás, no centro de São Paulo
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Gisele morreu no imóvel onde vivia com marido, no Brás, no centro de São Paulo

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Caso foi tratado inicialmente como suicídio e, depois, alterado para morte suspeita
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Caso foi tratado inicialmente como suicídio e, depois, alterado para morte suspeita

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Gisele Alves Santana foi encontrada morta em um apartamento no Brás
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Gisele Alves Santana foi encontrada morta em um apartamento no Brás

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Gisele teria tentado se separar do tenente-coronel, mas estava em uma relação considerada abusiva por familiares
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Gisele teria tentado se separar do tenente-coronel, mas estava em uma relação considerada abusiva por familiares

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As testemunhas afirmaram à Polícia Civil que o coronel costumava ir até o trabalho de Gisele e, em uma das ocasiões, chegou a agarrar a esposa pelos braços e pressioná-la contra a parede durante uma discussão. O homem precisou ser contido pelos policiais que estavam no local.

Depoimentos de dois PMs detalham que a agressão ocorreu num corredor que conecta o departamento onde Gisele trabalhava e a reserva de armas do quartel-general. Um dos policiais ainda afirmou que Neto teria apertado o pescoço da vítima.

Questionada pelos colegas sobre a agressividade de Neto, a mulher teria respondido que “ele tem muito ciúmes, gosta muito de mim e fica assim”. A agressão foi filmada por duas câmeras de segurança, conforme os relatos.

Um ex-marido de Gisele reforçou à polícia que a vítima chegou a comentar sobre o episódio de agressão e que o tenente-coronel teria “chacoalhado” a esposa. Procurada pelo Metrópoles, a defesa de Geraldo Leite Rosa Neto afirmou que as denúncias são mais “alegações sem carga de verossimilhança”.

Ciúmes e raiva

Colegas de Gisele afirmaram ainda ter presenciado outro caso de ciúmes e raiva do tenente-coronel durante um café entre os policiais. Enquanto os militares conversavam, uma sargento, que não a conhecia, comentou que a soldado era muito bonita, bem como um outro policial falou, o que irritou Geraldo Neto.

O homem passou a questionar a sargento sobre quem havia feito o comentário, a pressionando e querendo descobrir o nome do policial. De acordo com o relato da sargento, ela pediu licença e retirou-se do local, mas foi seguida pelo coronel, que teve que ser contido pela esposa.


Morte de PM levou à prisão de tenente-coronel

  • A policial militar Gisele Alves Santana, de 32 anos, foi encontrada gravemente ferida na manhã de 18 de fevereiro, dentro do apartamento onde vivia com o marido no Brás, região central de São Paulo.
  • Ela foi socorrida por equipes do Corpo de Bombeiros e levada pelo helicóptero Águia da PM ao Hospital das Clínicas, onde morreu horas depois, em decorrência de traumatismo cranioencefálico provocado por disparo de arma de fogo, conforme o atestado de óbito.
  • Inicialmente, o caso foi tratado como suicídio consumado, mas depois foi alterado para morte suspeita, com “dúvida razoável” de tratar-se de suicídio.
  • Com o avanço das análises periciais e a reconstituição da sequência de acontecimentos dentro do imóvel, a Polícia Civil concluiu que a dinâmica do disparo não corresponde à hipótese de suicídio inicialmente apresentada.
  • Com base nesse conjunto de elementos, a Justiça autorizou a prisão do tenente-coronel, que passou a responder pela morte da policial militar.
  • A Polícia Civil solicitou à Justiça, em 17 de março, a prisão preventiva do tenente-coronel. O pedido sucedeu a conclusão, com base em perícia técnica, de que ele seria o principal suspeito pela morte da esposa.
  • A Justiça Militar do Estado de São Paulo decretou a prisão preventiva do tenente-coronel da Polícia Militar Geraldo Leite Rosa Neto nesta quarta-feira (18/3). Ele foi preso no mesmo dia em um condomínio residencial de São José dos Campos, no Vale do Paraíba.

 

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