Tarcísio fala pela 1ª vez sobre morte de PM Gisele e cobra condenação. Veja vídeo
Governador Tarcísio de Freitas rompe silêncio sobre feminicídio cometido por tenente-coronel da PM e diz esperar “condenação”
atualizado
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Passado mais de um mês desde a morte da policial militar Gisele Alves Santana, assassinada, segundo a investigação da Polícia Civil, pelo marido, o tenente-coronel Geraldo Neto, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) falou pela primeira vez sobre o caso publicamente.
Questionado pelo Metrópoles sobre por que não havia comentado ainda sobre o caso, Tarcísio disse que “posicionamento é prender o criminoso”.
“O posicionamento público é prender o criminoso e apresentá-lo à Justiça. Esse é o posicionamento público. É não deixar um crime desse em vão, impune. E a gente não vai deixar”, respondeu Tarcísio, durante um evento de entregas de viaturas e de anúncio de investimentos para as polícias Civil, Militar e Corpo de Bombeiros.
“A melhor resposta que a gente pode dar para o caso da PM Gisele, que a gente lamenta muito, como a gente lamenta cada feminicídio, é a punição dura do responsável. O policial que cometeu o feminicídio está preso, vai ser apresentado à Justiça, vai ser julgado e a gente espera que ele seja condenado com todo o rigor da lei, que é assim que a gente vai começar a combater essa sensação de impunidade”, acrescentou.
O estado de São Paulo vive um recorde de feminicídios. Em 2025, foram 266 casos, um aumento de cerca de 8% em relação ao ano anterior, quando 246 mulheres foram assassinadas.
Um levantamento do Fórum Brasileiro de Segurança Pública mostrou que entre 2021 e 2025 houve um crescimento de 96% no número de vítimas de feminicídio no estado.
Tarcísio afirmou que sua gestão tem prendido agressores de mulheres e investido na prevenção e alegou que esse é um problema do país.
“Essa chaga não é só de São Paulo, é uma chaga nacional e São Paulo está tomando todas as medidas, investindo em tecnologia para que a gente possa ter o melhor resultado possível”, disse.
O recorde de feminicídios no estado é um calcanhar de aquiles na gestão do governador e vem sendo apontado pela oposição como um problema grave na segurança pública de São Paulo.
