Saiba como é a rotina na prisão do coronel acusado de matar esposa PM
O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto foi preso no dia 18 de março, acusado de matar a esposa PM com um tiro na cabeça, no centro de SP
atualizado
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O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos, está preso em regime fechado desde o dia 18 de março, acusado de matar a esposa policial miitar (PM) Gisele Santana com um tiro na cabeça, um mês antes, em São Paulo. Ele está no presídio Romão Gomes –unidade prisional destinada à detenção de policiais militares — e segue rotina que inclui banho de sol e cinco refeições diárias.
Segundo a PM, a rotina do coronel segue as normas da legislação de execução penal e regulamentos próprios do Tribunal de Justiça Militar (TJM).
Geraldo Neto está alocado em uma cela coletiva com outros três policiais militares presos. Em nota, a PM diz que o acusado de matar a esposa está no primeiro estágio de cumprimento de pena, que prevê quatro conferências diárias de cela, três refeições principais (sendo elas café da manhã, almoço e jantar) e duas complementares ao longo do dia. Além disso, o coronel tem direito a um banho de sol, assim como os demais presos.
“A administração do presídio ressalta que todos os procedimentos adotados seguem rigorosamente as normas legais aplicáveis e os protocolos de segurança da unidade”, diz a PM em nota.
Relembre o caso
- A policial militar Gisele Alves Santana, de 32 anos, foi encontrada gravemente ferida na manhã de 18 de fevereiro, dentro do apartamento onde vivia com o marido no Brás, região central de São Paulo.
- Ela foi socorrida por equipes do Corpo de Bombeiros e levada pelo helicóptero Águia da PM ao Hospital das Clínicas, onde morreu horas depois, em decorrência de traumatismo cranioencefálico provocado por disparo de arma de fogo, conforme o atestado de óbito.
- Inicialmente, o caso foi tratado como suicídio consumado, mas depois foi alterado para morte suspeita, com “dúvida razoável” de tratar-se de suicídio.
- Com o avanço das análises periciais e a reconstituição da sequência de acontecimentos dentro do imóvel, a Polícia Civil concluiu que a dinâmica do disparo não corresponde à hipótese de suicídio inicialmente apresentada.
- Com base nesse conjunto de elementos, a Justiça autorizou a prisão do tenente-coronel, que passou a responder pela morte da esposa.
- A Polícia Civil solicitou à Justiça, em 17 de março, a prisão preventiva do tenente-coronel. O pedido sucedeu a conclusão, com base em perícia técnica, de que ele seria o principal suspeito pela morte da esposa.
- A Justiça Militar do Estado de São Paulo decretou a prisão preventiva do tenente-coronel da Polícia Militar Geraldo Leite Rosa Neto em 18 de março. Ele foi preso no mesmo dia em um condomínio residencial de São José dos Campos, no Vale do Paraíba.
Prisão do coronel
A prisão do oficial Geraldo Leite Rosa Neto foi solicitada pela Polícia Civil no dia 17 de março, após o resultado dos laudos descartar a hipótese de suicídio sustentada por ele. O coronel foi preso na manhã do dia 18, em um condomínio residencial de São José dos Campos, interior de São Paulo, exatamente um mês após a morte da esposa.
Ao chegar às dependências ao Presídio Militar Romão Gomes, na zona norte de São Paulo, na tarde de quarta-feira (18/3), o tenente-coronel foi recebido com abraços por colegas de farda. Veja:
O tenente-coronel terá o caso julgado pela Justiça comum, após decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que definiu que o processo ficará sob responsabilidade da 5ª Vara do Júri de São Paulo, afastando a competência da Justiça Militar.
A definição do STJ foi proferida pelo ministro Reynaldo Soares da Fonseca, que entendeu que se trata de crime doloso contra a vida, o que deve ser julgado pelo Tribunal do Júri. Com isso, o processo segue na esfera comum da Justiça paulista.
Geraldo Neto responde pelo crime de feminicídio.

















