Cemitério clandestino: postagem apagada por produtora citava MC Kevin

MC GG e motorista da produtora de funk Damassaclan foram encontrados mortos em cemitério clandestino. Outro funcionário segue desaparecido

atualizado

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Com a identificação de duas das quatro vítimas encontradas em um cemitério clandestino, em Heliópolis, na zona sul de São Paulo, ambas ligadas à produtora Damassaclan, uma das publicações feitas pela empresa nas redes sociais relaciona o desaparecimento do funcionário Werlen Moitinho Vieira ao caso da morte do cantor MC Kevin, em 2021. Dias depois, a produtora Damassaclan excluiu a postagem. 

No post, a produtora afirmava que Werlen teria sido assassinado. “Nosso funcionário Werlen foi assassinado neste final de semana cruelmente enforcado e com um tiro na cabeça! Descobrimos quem matou Kevin, agora começaram a matar a gente!”, dizia a publicação.

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Deolane Bezerra é ex de MC Kevin, falecido em 2021
MC Kevin
Além de Gigante, outras pessoas relacionadas com a produtora foram encontradas enterradas no local
Além de Gigante, outras pessoas relacionadas com a produtora foram encontradas enterradas no local
O cemitério clandestino em São Paulo teve quatro mortes contabilizadas
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Deolane Bezerra é ex de MC Kevin, falecido em 2021
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Deolane Bezerra é ex de MC Kevin, falecido em 2021

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O cemitério clandestino em São Paulo teve quatro mortes contabilizadas

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Jonas Barros de Oliveira, o Gigante, teve o corpo identificado pela família nesta quarta-feira (27/5). Além de MC, ele era produtor musical
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Jonas Barros de Oliveira, o Gigante, teve o corpo identificado pela família nesta quarta-feira (27/5). Além de MC, ele era produtor musical

Cedido ao Metrópoles/DHPP

Cemitério clandestino

  • Um cemitério clandestino foi localizado na comunidade Heliópolis, zona sul de São Paulo, na segunda-feira (25/5).
  • Guardas municipais estavam em patrulhamento em um terreno pertencente à Sabesp quando identificaram três caminhos marcados por mato pisado. Ao se aproximarem, perceberam três áreas com terra mexida e encontraram três corpos enrolados em cobertores.
  • A Polícia Civil iniciou as investigações e voltou ao local no dia seguinte. Um novo corpo foi encontrado enterrado e em estado avançado de decomposição.

Até o momento, duas dos quatro corpos foram encontrados. Uma delas é o cantor MC GG, Jonas Barros de Oliveira, de 25 anos, conhecido também como “Gigante” no mundo do funk. A outra vítima é Francisco Rubens Souza Cruz, de 46 anos, que trabalhava como motorista da produtora Damassaclan.

Segundo a apuração do Metrópoles, familiares não identificaram Werlen entre as vítimas, mas relataram que um dos corpos estava com roupas que pertencem ao funcionário. A quarta vítima estava enterrada há mais tempo no local e pode não ter relação com o caso.

Morte do MC Kevin

MC Kevin morreu em maio de 2021, aos 23 anos, após cair da varanda de um hotel na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. Testemunhas relatarem que Kevin, estava acompanhado da namorada, Deolane Bezerra, e chegou a ser socorrido e levado ao Hospital Municipal Miguel Couto, mas não resistiu e morreu.

A investigação da Polícia Civil concluiu que a morte foi acidental e descartou a participação de terceiros. Mesmo assim, o caso continuou cercado por especulações e diferentes teorias que passaram a circular na internet nos anos seguintes.

Funcionários desaparecidos

Uma testemunha relatou aos policiais o desaparecimento de Jonas, amigo de Francisco e Werlen, na tarde de sexta-feira (22/5). Segundo apuração do Metrópoles, o funkeiro já havia recebido ameaças de morte pela recusa em fechar contrato com outra produtora, o que supostamente seria o motivo de sua execução pelo “tribunal do crime”.

Outra testemunha contou que Francisco foi chamado para “trocar uma ideia” com um homem dentro de um carro preto naquele mesmo dia e, desde então, não foi visto novamente.

Em busca do paradeiro de Francisco, a testemunha soube que Werlen, um dos melhores amigos do motorista, também havia desaparecido no dia anterior e não recebia novas mensagens no celular.

O caso foi registrado como homicídio no 95º Distrito Policial (Heliópolis), que acionou o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). As investigações prosseguem para identificar os outros corpos e esclarecer as circunstâncias das mortes. Há suspeita de envolvimento do crime organizado.

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