Justiça determina reintegração de posse em usina que teria elo com PCC

Alvo da ação é empresa investigada na Operação Carbono Oculto e visa à recuperação tratores e caminhões alugados. Dívida é de R$ 8,5 milhões

atualizado

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imagem colorida de máquinas colhendo cana-de-açúcar na Usina Carolo
1 de 1 imagem colorida de máquinas colhendo cana-de-açúcar na Usina Carolo - Foto: Reprodução

A Justiça paulista autorizou nesta quarta-feira (5/11) a realização de uma operação de reintegração de posse de 34 máquinas e equipamentos, entre colhedoras e caminhões, na Usina Carolo, em Pontal, na região metropolitana de Ribeirão Preto, no interior paulista.

A usina foi um dos principais alvos da Operação Carbono Oculto, deflagrada em agosto deste ano numa ação conjunta entre a Polícia Federal (PF), a Receita Federal e o Ministério Público de São Paulo (MPSP). A investigação foca um esquema bilionário de lavagem de dinheiro, sonegação de impostos e adulteração de combustíveis, que contou com a suposta participação do Primeiro Comando da Capital (PCC).

A ordem de reintegração de posse inclui seis colhedoras de cana-de-açúcar, cada uma com valor estimado em pouco mais de R$ 50 milhões, além de 12 tratores, 12 transbordos (grandes caçambas) e quatro caminhões. Os veículos, máquinas e equipamentos foram alugados pelo período de 60 meses. O pagamento deveria ser realizado dentro do intervalo de oito meses ao longo do ano, entre maio e dezembro, para que os vencimentos coincidissem com o fluxo de caixa da usina, cuja atividade é sazonal.

Os credores da Carolo chegaram a entrar em contato com a empresa, mas não obtiveram resposta. A estimativa é que a dívida acumulada com os aluguéis atrasados seja de R$ 8,5 milhões.

Os contratos de locação foram firmados quando o controle da empresa era exercido por membros da família Carolo, que figuram como devedores solidários nos documentos. Agora, diante das investigações realizadas em torno da empresa, o controle acionário pertence a Mohamed Hussein Mourad, conhecido como “Primo” ou “João”, e Roberto Augusto Leme da Silva, o “Beto Louco”.

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