Dólar avança e Bolsa recua com escalada da guerra, petróleo e inflação

Na véspera, o dólar terminou a sessão em queda de 0,65%, cotado a R$ 5,22. Ibovespa, por sua vez, teve alta de 1,6%, aos 185,4 mil pontos

atualizado

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Notas de dólar dos EUA - Metrópoles
1 de 1 Notas de dólar dos EUA - Metrópoles - Foto: Sheldon Cooper/SOPA Images/LightRocket via Getty Images

O dólar voltou a operar em alta, nesta quinta-feira (26/3), em um dia no qual o mercado financeiro segue com as atenções voltadas para os desdobramentos da guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã no Oriente Médio, especialmente os efeitos sobre os preços do petróleo.

No âmbito doméstico, os investidores repercutem os dados da chamada “prévia da inflação” no Brasil, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15).


Dólar

  • Às 11h57, o dólar subia 0,24%, a R$ 5,233.
  • Mais cedo, às 11h06, a moeda norte-americana avançava 0,05% e era negociada a R$ 5,223.
  • Na cotação máxima do dia até aqui, o dólar bateu R$ 5,263. A mínima é de R$ 5,219.
  • Na véspera, o dólar terminou a sessão em queda de 0,65%, cotado a R$ 5,22.
  • Com o resultado, a moeda dos EUA acumula ganhos de 1,68% em março e perdas de 4,89% frente ao real em 2025.

Ibovespa

  • O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores do Brasil (B3), operava em baixa no pregão.
  • Às 12h01, o Ibovespa recuava 0,59%, aos 184,3 mil pontos.
  • No dia anterior, o indicador fechou o pregão em alta de 1,6%, aos 185,4 mil pontos.
  • Com o resultado, a Bolsa brasileira acumula baixa de 1,78% no mês e valorização de 15,08% no ano.

Negociações sobre fim da guerra fracassam

De acordo com informações do jornal The New York Times, o presidente dos EUA, Donald Trump, ordenou que cerca de 2 mil paraquedistas da 82ª Divisão Aerotransportada do Exército fossem deslocados para o Oriente Médio. A movimentação dos militares, especialistas em operações de infiltração, aumentaram as chances de uma possível invasão do Irã por terra.

Mediada pelo Paquistão, a primeira tentativa de diálogo sobre um fim pacífico para a guerra começou nessa quarta-feira (24/3). Para chegar ao fim da guerra, o governo dos EUA enviou uma proposta ao Irã com 15 pontos. Entre eles, o desmantelamento de capacidades nucleares iranianas, o fim do enriquecimento de urânio, e a retirada de sanções norte-americanas contra o país persa.

Teerã confirmou ter recebido a proposta, cujos termos são semelhantes ao que já vinha sendo negociado com Washington antes dos ataques contra o território iraniano, mas rejeitou o acordo.

Os termos foram vistos como “inconsistentes com a realidade”. Por isso, o governo do Irã afirmou que “não permitirá que Trump determine o fim da guerra”. Ao negar a proposta, o governo iraniano apresentou os próprios pontos para iniciar as negociações.

“O Irã informou a todos os mediadores que participaram de boa fé que o cessar-fogo ocorrerá somente quando as condições do Irã forem aceitas e que nenhuma negociação será realizada antes disso”, diz um comunicado do governo iraniano divulgado pela mídia estatal do país.

Nesta quinta-feira, o comandante da Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica, Alireza Tangsiri, foi morto em um ataque na cidade iraniana de Bandar Abbas. A informação foi passada por um oficial israelense ao jornal Times of Israel. Tangsiri era responsável pelo fechamento do Estreito de Ormuz, segundo o oficial.

O Estreito de Ormuz tem apenas 50 quilômetros de largura em seu ponto mais estreito e é controlado pelo Irã. O local funciona como um atalho entre a Ásia e Europa para o transporte de cargas estratégicas, como petróleo, gás, alimentos, eletrônicos e insumos industriais. Por lá, passam 20% da produção mundial de petróleo.

Desde o início da guerra, o Irã tem controlado quem pode passar pelo local e atacado navios não autorizados.

Preços do petróleo voltam a subir

Depois de terem fechado em queda na véspera, os preços internacionais do petróleo voltaram a operar em forte alta, na manhã desta quinta-feira, com o fracasso da nova rodada de negociações entre EUA e Irã.

Por volta das 8h30 (pelo horário de Brasília), o contrato futuro para maio do barril de petróleo do tipo WTI (referência para o mercado norte-americano) avançava 3,76% e era negociado a US$ 93,72.

No mesmo horário, o contrato futuro para junho do petróleo do tipo Brent (referência para o mercado internacional) subia 3,77%, superando a marca dos US$ 100 (US$ 101,03).

Na véspera, em meio a um maior otimismo em relação às conversas entre norte-americanos e iranianos, o petróleo do tipo WTI fechou em queda de 2,19%, a US$ 90,32 o barril, enquanto o Brent recuou 2,96%, a US$ 97,26.

Prévia da inflação no Brasil

No Brasil, o principal destaque do dia é a divulgação dos dados do IPCA-15, a chamada “prévia da inflação”, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em março, o IPCA-15 ficou em 0,44%, o que representou uma queda de 0,40 ponto percentual em relação ao índice registrado em fevereiro (0,84%).

No período de 12 meses, o IPCA-15 acumula alta de 3,9%, abaixo dos 4,1% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em março do ano passado, o indicador foi de 0,64%.

Segundo o IBGE, todos os nove grupos de produtos e serviços pesquisados tiveram variação positiva em março, com destaque para o grupo de alimentação e bebidas, com a maior variação (0,88%), seguido por despesas pessoais (0,82%).

Para o cálculo do IPCA-15, os preços foram coletados no período de 13 de fevereiro a 17 de março de 2026 e comparados com aqueles vigentes de 15 de janeiro a 12 de fevereiro de 2026.

O indicador se refere às famílias com rendimento de 1 a 40 salários-mínimos e abrange as regiões metropolitanas de Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador, Curitiba, Brasília e Goiânia.

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