IBGE: prévia da inflação, IPCA-15 sobe 0,44%, puxado por alimentos

No acumulado de 12 meses, a prévia da inflação tem alta de 3,90%, menor do que os 4,1% observados nos 12 meses imediatamente anteriores

atualizado

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1 de 1 inflação mercado supermercado produtos alimentos compras preços 7 - Foto: Vinícius Schmidt/Metrópoles

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), considerado a prévia da inflação, indica que os preços de bens e serviços subiram 0,44% em março. Os preços dos itens de alimentação e bebidas foram os que tiveram a maior alta no mês (0,88%) e também os com maior impacto no índice.

Os dados referentes ao IPCA-15 foram divulgados nesta quinta-feira (26/3) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No acumulado de 12 meses, a prévia da inflação tem alta de 3,9%, índice menor do que os 4,1% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em relação a março de 2025, quando o índice registrou variação de 0,64%, houve queda de 0,2 ponto percentual.


O IPCA-15

  • O IPCA-15 difere do IPCA, que mede a inflação oficial do país, na abrangência geográfica e no período de coleta, que começa no dia 16 do mês anterior. Por essa razão, ele funciona como uma prévia do IPCA.
  • O indicador coleta dados sobre as famílias com rendimento de 1 a 40 salários mínimos. Ele abrange: Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador, Curitiba, Brasília e Goiânia.
  • A próxima divulgação será no dia 28 de abril.

Destaques IPCA-15

Para o cálculo do IPCA-15, os preços foram coletados no período de 13 de fevereiro a 17 de março de 2026 (referência) e comparados com aqueles vigentes de 15 de janeiro a 12 de fevereiro de 2026 (base).

Os produtos e serviços que compõem o IPCA-15 são dividos em nove grupos. Todos eles apresentaram altas que variaram de 0,03% (comunicação) a 0,88% (alimentação e bebidas).

O grupo com maior impacto na inflação foi o de alimentação e bebidas, com elevação de 0,88% de fevereiro para março. O peso no IPCA-15 varia de um grupo para outro, ou seja, não é igual. Isso acontece porque o IBGE considera que alguns itens são mais consumidos pelas famílias do que outros.

Neste mês, o maior índice também correspondeu à maior contribuição. A alta de 0,88% em alimentação e bebidas respondeu por 0,19 ponto percentual de todo o índice (0,88%).

A segunda maior alta no IPCA-15 veio das despesas pessoais, com elevação de 0,82% e participação de 0,09 ponto percentual no índice. Esta também foi a segunda maior contribuição.

Conforme o IBGE, os combustíveis apresentaram redução de 0,03%:

  • gás veicular (-2,27%);
  • etanol (-0,61%);
  • gasolina (-0,08%);
  • óleo diesel (+3,77%).

Variação de cada grupo em março:

  • Alimentação e bebidas: 0,88%
  • Habitação: 0,24%
  • Artigos de residência: 0,37%
  • Vestuário: 0,47%
  • Transportes: 0,21%
  • Saúde e cuidados pessoais: 0,36%
  • Despesas pessoais: 0,82%
  • Educação: 0,05%
  • Comunicação: 0,03%

A alta do grupo de alimentos foi puxada principalmente pela alimentação no domicílio, que acelerou 1,10% em março.

Contribuíram para esse resultado as altas de:

  • açaí (29,95%);
  • feijão-carioca (19,69%);
  • ovo de galinha (7,54%);
  • leite longa vida (4,46%);
  • carnes (1,45%).

Ainda no grupo de alimentação e bebidas, também houve retrações, casos do café moído (-1,76%) e das frutas (-1,31%).

Acima do esperado

Os analistas de mercado já esperavam “prévia da inflação” menor em março, na comparação com fevereiro deste ano. A inflação aguardada para o IPCA-15 estava na casa dos 0,30%. Com isso, o resultado de 0,44% veio acima do esperado.

O BTG Pactual acreditava que o índice de março ficasse em 0,25%, inclusive com deflação no preço da gasolina, que no período anterior apresentou alta de 1,30%. O que se confirmou.

“Esperamos preços administrados mais benignos (0,10% vs. 0,69%), pela deflação em gasolina (-0,30% vs. 1,30%). Bens industriais devem apresentar arrefecimento (0,23% vs. 0,44%) diante do arrefecimento de higiene pessoal (0,48% vs. 0,91%). Por sua vez, esperamos serviços com variação menor (0,11% vs. 1,50%) em virtude do arrefecimento do reajuste de cursos regulares (0,00% vs. 6,18%) e com serviços subjacentes menos pressionado (0,41% vs. 0,65%)”, previa o banco no relatório Spoiler Macro.

O Banco Daycoval seguiu a mesma linha da outra instituição financeira e também esperava redução da inflação em alguns itens, mas considerava a possibilidade de o IPCA-15 de março alcançar 0,30%.

“Os destaques são a alta dos preços da gasolina, energia elétrica e dos preços dos alimentos, em especial itens como leite, ovos de galinha, feijão e carne vermelha”, dizia a prévia da instituição financeira.

Projeções anuais

Segundo o relatório Focus, as previsões indicam que o IPCA fechará o ano em 4,17%.

Em 2026, a meta inflacionária é de 3%, com variação de 1,5 ponto percentual (com piso de 1,5% e teto de 4,5%). Se o acumulado em 12 meses ficar fora desse intervalo por seis meses consecutivos, a meta é considerada descumprida.

O governo projeta que a inflação ficará em 3,7% em 2026, e o Banco Central (BC) considera o índice de 3,9%.

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