Aportes de investidores estrangeiros fazem Bolsa brasileira disparar
Na quinta-feira (19/2), as aplicações de fora do Brasil na B3 somaram R$ 2,2 bilhões. Naquele dia, o Ibovespa subiu 1,35%
atualizado
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Os investidores estrangeiros aplicaram R$ 2,2 bilhões na Bolsa brasileira (B3), em ações já listadas, na quinta-feira (19/2). Naquele pregão, o Ibovespa, principal índice da B3, subiu 1,35%. Neste mês, o fluxo externo acumulado em fevereiro soma R$ 10,2 bilhões. Em 2026, ele atinge R$ 36,6 bilhões.
Em janeiro, o fluxo de recursos de estrangeiros para o Ibovespa já havia alcançado uma marca expressiva. De acordo com levantamento da consultoria Elos Ayta, no primeiro mês do ano, o saldo dos aportes estrangeiros foi de R$ 26,31 bilhões, acima dos R$ 25,47 bilhões acumulados ao longo de todo o ano de 2025.
Isso sem considerar ofertas públicas iniciais de ações (IPOs) e follow-ons (quando a empresa realiza nova venda de papéis). Se incluídas as operações de mercado primário, o saldo de janeiro sobe para R$ 26,47 bilhões.
Ainda sobre o pregão de quinta-feira passada, o investidor institucional (pessoa jurídica que administra grandes volumes de capital de terceiros) retirou R$ 1,3 bilhão. Em fevereiro, esse grupo registra déficit de R$ 9,8 bilhões. No ano, o saldo negativo é de R$ 27,3 bilhões.
O investidor individual, na mesma quinta-feira, retirou R$ 412,8 milhões. Essa categoria tem déficit de R$ 1,2 bilhão em fevereiro e de R$ 4,8 bilhões no ano. Os dados sobre o pregão de 19/2 foram divulgados pela B3.
A participação dos estrangeiros no volume financeiro da B3 é de cerca de 62%. Os investidores institucionais detêm 23% e os individuais, 11%. O restante é dividido entre instituições financeiras e outros tipos de aportes.
