Dólar e Bolsa caem com incertezas provocadas por tarifas de Trump

Moeda americana iniciou pregão em leva alta, mas acentuou tendência de queda a partir das 10h30. Às 11h17, baixava 0,30%, a R$ 5,16

atualizado

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1 de 1 Imagem de notas de dólar dos EUA - Metrópoles - Foto: Witthaya Prasongsin/Getty Images

O dólar à vista começou a operar, nesta segunda-feira (23/2), em leve alta frente ao real. Às 10h19, subia 0,07%, cotado a R$ 5,18. A partir daí, porém, a moeda americana entrou numa rota de queda. Às 11h17, ela a recuava 0,30%, a R$ 5,16. Na sexta-feira, havia fechado em baixa de 0,98%, a R$ 5,17, o menor valor desde o fim de maio de 2024.

Já o Ibovespa, o principal índice da Bolsa brasileira (B3), também às 10h23, caía 0,60%, aos 189.310,83 pontos. Na sexta-feira, no entanto, o indicador disparou, batendo novo recorde histórico, ao subir 1,06% e atingir 190.534,42 pontos.

Neste início de semana, os mercados vivem o impacto, cercado de incertezas, do novo regime de tarifas dos Estados Unidos, anunciado pelo presidente americano, Donald Trump, na tarde de sábado (21/2). Na ocasião, o republicano fixou sobretaxas globais de 15%.

Uma análise feita pela Global Trade Alert, uma organização independente de monitoramento do comércio, revelou, contudo, que o Brasil será um dos maiores beneficiados com o novo modelo. O país terá uma redução de 13,6 pontos percentuais das taxas tarifárias médias.

A China aparece em segundo lugar entre os países que mais se beneficiarão com a nova medida, com queda de 7,1 pontos percentuais. Em contrapartida, Reino Unido, União Europeia e Japão encontram-se entre as nações mais prejudicadas pela nova tarifa global.

Boletim Focus

Nesta segunda-feira, o Boletim Focus, a pesquisa semanal realizada pelo Banco Central (BC) junto a economistas do mercado, mostrou queda da estimativa de inflação para 2026 pela sétima edição seguida do levantamento. Desta vez, os técnicos estimam que a variação do IPCA será de 3,91% neste ano, ante uma indicação de 3,95% feita na semana passada.

A perspectiva de queda da inflação favorece a tendência de início de queda da taxa básica de juros, a Selic, na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), do BC, entre os dias 17 e 18 de março. Atualmente, a Selic está fixada em 15% ao ano.

Em relação à semana passada, os especialistas ouvidos na pesquisa do Focus também preveem queda do câmbio em 2026 (de R$ 5,50 para R$ 5,45), o que favorece o recuo da inflação. Eles apostam ainda numa redução da Selic, que terminaria o ano em 12,13%, ante previsão de 12,25 do último levantamento.

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