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Mundo

Presidente de Cuba acusa EUA de "política genocida" para tomar o país

Segundo o presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, EUA exerce uma "política genocida" para tentar se apropriar do país

26/07/2026 18:44
Emilio Flores/Anadolu via Getty Images
Imagem colorida de Miguel Díaz-Canel - Metrópoles

O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, aproveitou as comemorações que relembram o início da Revolução Cubana para acusar os Estados Unidos de manter uma “política genocida” a fim de se apropriar do país. A fala do líder cubano aconteceu neste domingo (26/7).

No discurso, Díaz-Canel classificou a política de pressão máxima do governo Trump contra Cuba como um “genocídio friamente calculado”.

“Assim como a geração centenária que, armada apenas com fuzis, invadiu os muros de dois quartéis da ditadura de Batista há 73 anos, nós, as gerações atuais, nos levantamos contra os muros de uma política genocida que busca sufocar toda a população para tomar o controle do país”, disse o presidente de Cuba durante as comemorações do Dia da Rebeldia, data que relembra o ataque ao Quartel Moncada em 1953 pelas forças comandadas por Fidel Castro.

Desde que reassumiu a Casa Branca, em janeiro de 2025, Donald Trump realizou uma série de ações contra a ilha caribenha — que já enfrenta um embargo comercial norte-americano desde a década de 1960.

A pressão aumentou no início de 2026, após a captura de Nicolás Maduro na Venezuela. Com a mudança na política venezuelana, os EUA passaram a se envolver, de forma direta, no setor petrolífero do país agora comandado por Delcy Rodríguez. Foi nesse cenário que Trump decidiu fechar a porta das exportações de petróleo venezuelano para Cuba.

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Além disso, Washington endureceu sanções contra autoridades cubanas e empresas estatais do país. O governo Trump também mirou em uma das última figuras castristas ainda vivas, o ex-presidente Raúl Castro, agora acusado formalmente pela Justiça dos EUA de conspiração para matar cidadãos norte-americanos em um episódio na década de 1990.

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, tem sido um dos principais articuladores da política de pressão máxima contra o país caribenho. O chefe da diplomacia norte-americana, que é filho de imigrantes cubanos e um duro crítico do governo socialista, já tornou público que as medidas têm como objetivo forçar uma possível renúncia da atual administração de Cuba.