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Mundo

Rubio cobra reformas e diz querer "um futuro melhor para Cuba"

Marco Rubio diz que EUA usarão "todas as ferramentas" e condiciona nova relação com Cuba a mudanças políticas e econômicas

11/07/2026 14:13
Kevin Dietsch/Getty Images
Imagem colorida mostra Marco Rubio dos EUA - Metrópoles

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, voltou a endurecer o discurso contra o governo de Cuba neste sábado (11/7) e afirmou que Washington continuará utilizando “todas as ferramentas à sua disposição” para pressionar o regime cubano.

Em uma declaração publicada por ocasião dos cinco anos dos protestos históricos de 11 de julho de 2021, o chefe da diplomacia norte-americana condicionou qualquer aproximação entre os dois países à adoção de reformas políticas e econômicas por Havana.

“O presidente Trump e eu queremos um futuro melhor para Cuba e seu povo”, afirmou Rubio.

Segundo ele, os Estados Unidos chegaram a oferecer assistência para a reconstrução da ilha e uma “nova relação” bilateral, desde que o governo cubano aceitasse promover mudanças capazes de abrir caminho para maior prosperidade econômica e liberdade política.

“Ameaça à segurança dos EUA”

Na declaração, o braço direito de Trump ainda afirmou que Cuba representa uma ameaça à segurança nacional dos Estados Unidos ao manter relações com adversários estratégicos de Washington e ao permitir, segundo ele, operações militares, de inteligência e outras atividades hostis próximas ao território americano.

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“Os Estados Unidos continuarão a usar todas as ferramentas à sua disposição para enfrentar as ameaças à segurança nacional representadas pelo regime comunista cubano e impulsionar as reformas econômicas e políticas necessárias para um futuro melhor para Cuba”, afirmou Rubio.

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Escalada de tensão

A manifestação ocorre em meio a uma nova escalada nas tensões entre Washington e Havana desde o retorno de Trump à Casa Branca.

Filho de imigrantes cubanos, Rubio tem liderado o endurecimento da política americana em relação à ilha, defendendo sanções mais rígidas e ampliando a pressão diplomática sobre o governo de Miguel Díaz-Canel.

Nos últimos dias, a crise energética cubana agravou ainda mais o cenário interno. Na semana passada, a rede elétrica nacional entrou novamente em colapso, deixando cerca de 10 milhões de pessoas sem energia, segundo a União Elétrica de Cuba (UNE).

Washington, por outro lado, intensificou as sanções contra Havana, justificando as medidas pela aproximação de Cuba com países como China, Rússia e Irã.

Nas últimas semanas, o republicano voltou a sugerir que Cuba poderia ser alvo de uma ação semelhante à realizada pelos Estados Unidos na Venezuela, que culminou na captura de Nicolás Maduro.