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Mundo

Trump volta a afirmar que EUA pode agir militarmente contra Cuba

Em entrevista ao portal Axios, Trump afirmou que possível operação contra Cuba possivelmente seria tão rápida quanto ação na Venezuela

19/06/2026 16:56
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Win McNamee/Getty Images
Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump durante coletiva - Metropoles

O presidente Donald Trump voltou a falar sobre Cuba e admitiu que a ilha caribenha pode ser alvo de uma ação dos Estados Unidos semelhante a que ocorreu na Venezuela, que terminou com a captura de Nicolás Maduro. A declaração do presidente norte-americano foi dada em entrevista para a portal Axios, divulgada nesta sexta-feira (19/6).

Na conversa, o líder norte-americano foi questionado sobre as chances de forças dos EUA realizarem uma operação em Cuba como na Venezuela — e se ela seria tão rápida quanto a ação que terminou na captura do ex-presidente venezuelano. 

“Possivelmente”, disse Trump. “Esses lugares são próximos. Já o Irã, por exemplo, é uma viagem muito longa. Sabe, eu voei para aquela região algumas vezes, e isso não tem nada a ver com o assunto, mas são 18 horas de voo, é muito tempo. A Venezuela é relativamente perto e Cuba é rapidinho.”

Em outras ocasiões, Trump já ameaçou agir militarmente contra o país caribenho, que vêm sendo alvo de inúmeras pressões norte-americanas desde que o republicano reassumiu a Casa Branca.

Nos últimos meses, o presidente dos EUA chegou a afirmar que teria a “grande honra de tomar Cuba”, e também falou sobre a possibilidade de uma tomada de controle “amigável”.

Além da retórica militar, a administração Trump também adotou medidas para estrangular, ainda mais, Cuba, que já é alvo de um embargo comercial em vigor desde 1962. Entre elas a interrupção de petróleo da Venezuela — agora governada por uma aliada dos EUA — para a ilha, e sanções contra autoridades cubanas, como o presidente Miguel Díaz-Canel.

A última figura do castrismo ainda viva, Raúl Castro, também entrou na mira dos EUA. Em maio deste ano, o ex-presidente cubano foi indiciado sob acusações de participar de um ataque de Cuba contra aeronaves norte-americanas em 1996.

Em meio às ameaças vindas de Washington, Havana aprovou nesta semana uma reforma econômica inédita. Na prática, as mudanças propostas por Díaz-Canel, com o aval do Partido Comunista de Cuba (PCC), podem facilitar a abertura econômica da ilha.