Trump nega que porta-aviões USS Nimitz foi enviado para intimidar Cuba
USS Nimitz chegou ao Caribe em meio à escalada de tensões entre Washington e Havana
atualizado
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O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, negou nesta quinta-feira (21/5) que o envio do porta-aviões USS Nimitz ao Caribe tenha como objetivo intimidar Cuba em meio à escalada de tensão entre Washington e Havana.
“De forma alguma”, respondeu Trump ao ser questionado por jornalistas na Casa Branca se o deslocamento militar seria um recado ao governo cubano.
O republicano voltou a classificar Cuba como um “país fracassado” e afirmou que os EUA pretendem ajudar a ilha.
“Eles não têm eletricidade, não têm dinheiro, não têm praticamente nada, não têm comida. E nós vamos ajudá-los. Porque, antes de tudo, eu quero ajudá-los”, declarou.
As Forças Armadas americanas anunciaram nessa quarta-feira (20/5) a chegada do grupo de ataque do USS Nimitz ao Caribe. A operação inclui o porta-aviões, aeronaves militares e ao menos um destróier equipado com mísseis guiados.
“O porta-aviões USS Nimitz, o grupo aéreo embarcado CVW-17, o USS Gridley e o USNS Patuxent são o epítome de prontidão e presença, alcance e letalidade incomparáveis e vantagem estratégica”, disse o Comando Sul dos EUA em uma publicação nas redes sociais.
O deslocamento ocorre em meio ao aumento da pressão do governo Trump sobre Cuba e no mesmo dia em que o Departamento de Justiça apresentou acusações criminais contra o ex-presidente cubano Raúl Castro pelo caso da derrubada de dois aviões civis do grupo Irmãos ao Resgate, em 1996.
A medida elevou preocupações sobre uma possível operação militar americana semelhante à realizada anteriormente na Venezuela contra Nicolás Maduro, embora integrantes do governo americano tenham afirmado que não há indicação de ação militar iminente contra Havana.
Trump fala sobre ‘libertação de Cuba’
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que os EUA estão “libertando Cuba” e declarou não saber “o que acontecerá depois” com a ilha, poucas horas após o governo americano formalizar acusações criminais contra o ex-presidente cubano Raúl Castro.
Raúl Castro foi denunciado nos Estados Unidos por um episódio ocorrido em 1996, quando aviões militares cubanos derrubaram aeronaves do grupo anticastrista Brothers to the Rescue (“Irmãos ao Resgate”), formado por exilados cubanos radicados nos EUA.
Segundo informações repassadas à agência Reuters por um integrante do Departamento de Justiça americano sob condição de anonimato, as acusações estão diretamente relacionadas à operação aérea que matou quatro pessoas, entre elas três cidadãos americanos.
O caso representa uma das maiores escaladas recentes na tensão entre Washington e Havana e ocorre em meio ao aumento da pressão do governo Trump sobre Cuba, incluindo sanções econômicas, restrições energéticas e o envio do porta-aviões USS Nimitz para a região do Caribe.