Trump repete contra Cuba roteiro usado na captura de Nicolás Maduro

Trump tem adotado o mesmo roteiro usado antes da captura de Nicolás Maduro na ofensiva que trava contra Cuba

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

Carla Sena / Arte Metrópoles
imagem colorida de trump e raúl castro, cuba
1 de 1 imagem colorida de trump e raúl castro, cuba - Foto: Carla Sena / Arte Metrópoles

Pressão econômica, acusação criminal e o envio de força militar para a região. Mais de cinco meses após a captura de Nicolás Maduro, o governo de Donald Trump volta a repetir contra Cuba o mesmo roteiro que antecedeu a operação norte-americana na Venezuela, que resultou não só na queda do líder chavista, mas também em uma mudança na política interna venezuelana.


O que está acontecendo?

  • Nos últimos meses, Trump aumentou o tom contra Cuba, e fala em tomar o controle da ilha. 
  • Segundo a administração norte-americana, a crise na ilha não é provocada pelo embargo econômico em vigor desde 1962. Recentemente, o chefe da diplomacia dos EUA, Marco Rubio — que é filho de imigrantes cubanos e um duro crítico da Revolução — acusou autoridades de Cuba de enriquecer às custas da população. 
  • O presidente dos EUA falou, mais de uma vez, que uma ação norte-americana contra Cuba seria realizada apenas após o fim da guerra contra o Irã. 
  • Ainda assim, Trump aumentou a pressão e as medidas contra autoridades locais na última semana. 

Atualmente, a ilha caribenha enfrenta um dos momentos mais críticos de sua história, afetando, principalmente, a população local.

Alvo de um embargo norte-americano desde a década de 1960, que isolou Cuba comercialmente, o país passa por uma grave crise energética nos últimos meses.

Tudo começou após as mudanças promovidas pelos EUA na Venezuela, que até então atuava como principal fornecedor de combustível para a ilha. Mas, com a queda de Maduro e o alinhamento do governo de Delcy Rodríguez com os interesses norte-americanos, Donald Trump bloqueou envio de petróleo venezuelano para Cuba.

Além de interromper o abastecimento de Havana vindo de Caracas, o líder norte-americano ainda ameaçou taxar países que fornecessem petróleo para Cuba. Diante da crise humanitária, Trump chegou a liberar a entrada de um navio petroleiro da Rússia na ilha, que foi suficiente apenas para algumas semanas.

Trump repete contra Cuba roteiro usado na captura de Nicolás Maduro - destaque galeria
5 imagens
Donald Trump
Trump e Marco Rubio
Presidente cubano, Miguel Díaz-Canel
Raúl Castro
ONU expressa preocupação e insta que EUA retirem medidas contra Cuba
1 de 5

ONU expressa preocupação e insta que EUA retirem medidas contra Cuba

Divulgação/Partido Comunista de Cuba
Donald Trump
2 de 5

Donald Trump

Instagram/Reprodução
Trump e Marco Rubio
3 de 5

Trump e Marco Rubio

Reprodução
Presidente cubano, Miguel Díaz-Canel
4 de 5

Presidente cubano, Miguel Díaz-Canel

Getty Images
Raúl Castro
5 de 5

Raúl Castro

Ansa

Última figura do castrismo indiciada

No último dia 21/5, o ex-presidente de Cuba e irmão de Fidel Castro, Raúl Castro, foi formalmente indiciado pelos EUA por três crimes: conspiração para matar cidadãos norte-americanos, destruição de aeronaves e assassinato.

As acusações são relacionadas a um episódio que aconteceu entre os dois países há 30 anos.

Na época, Raúl Castro ocupava o cargo de ministro da Defesa de Cuba. Por isso, ele é acusado de participar, ativamente, de dois ataques contra aeronaves dos EUA em 1996.

Os aviões pertenciam à organização Hermanos al Rescate, sediada na Flórida e composta por opositores do então governo de Fidel Castro, e teriam invadido o espaço aéreo da ilha mesmo após diversas advertências e avisos vindos de Havana.

Aos 94 anos, Raúl é a última figura influente da Revolução Cubana ainda viva. Mesmo que oficialmente aposentado de cargos de liderança no país, onde foi presidente entre 2008 e 2018, ele ainda mantém forte influência nos bastidores da política local.

Veja a opinião de cubanos sobre a ofensiva contra Raúl Castro:

Pressão militar

No mesmo dia em que Raúl Castro foi acusado criminalmente, o Comando Sul dos EUA (Southcom) anunciou uma nova mobilização militar na região do Caribe.

Depois do porta-aviões USS Gerald R. Ford deixar a região após participar, ativamente, da operação e cerco contra a Venezuela, foi a vez do USS Nimitz ser enviado para o local.

Ao lado do porta-aviões, navios de quatro navios de guerra também foram deslocados para o Caribe.

Trump chegou a afirmar que o destacamento militar não é uma forma de intimidar Cuba, assim como fez recentemente com a Venezuela e Irã.

Ainda assim, o movimento coincide com uma ameaça velada do procurador-geral interino dos EUA, Todd Blanche, ao anunciar o indiciamento de Raúl Castro.

Segundo ele, o objetivo do governo norte-americano é levar o ex-presidente de Cuba a julgamento no território norte-americnao. Blanche afirmou que Castro deve comparecer na Justiça dos EUA “por vontade própria ou por algum outro meio”, sem citar qual.

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações