Cuba aceitou oferta de US$ 100 milhões em ajuda humanitária, diz Rubio
A oferta de US$ 100 milhões inclui alimentos e remédios, mas só será liberada se distribuída pela Igreja Católica ou por ONGs
atualizado
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O secretário de Estado dos Estados Unidos (EUA), Marco Rubio, afirmou nesta quinta-feira (21/5) que Cuba aceitou uma oferta norte-americana de US$ 100 milhões em ajuda humanitária.
Na semana passada, o governo cubano havia informado que estava “disposto a ouvir” a proposta feita por Washington, embora tenha ressaltado que ainda não tinha detalhes sobre o plano apresentado pelo Departamento de Estado.
O chanceler cubano, Bruno Rodríguez Parrilla, criticou o que chamou de “incongruência” da oferta, diante das sanções econômicas impostas pelos EUA, mas afirmou que Havana “não tem o hábito de rejeitar ajuda externa oferecida de boa-fé e com objetivos genuínos de cooperação”.
Na quarta-feira (20/5), Washington voltou a defender o envio de US$ 100 milhões em “assistência direta ao povo cubano”, que seria distribuída em coordenação com a Igreja Católica e outras organizações humanitárias consideradas independentes.
Desde janeiro, o governo do presidente Donald Trump aumentou a pressão sobre Havana, impondo medidas como restrições ao fornecimento de petróleo e ameaças de intervenção militar na ilha.
A crise energética cubana, agravada nos últimos meses, provocou apagões diários prolongados e gerou protestos em algumas regiões do país na noite de quarta-feira, à medida que os cortes de energia se intensificaram.
Horas antes, o ministro cubano de Energia e Minas, Vicente de la O Levy, admitiu que a situação no país está “muito tensa” e confirmou que as reservas de petróleo estão praticamente esgotadas.
Bruno Rodríguez também afirmou que “a melhor ajuda” que os Estados Unidos poderiam oferecer seria aliviar o bloqueio energético, econômico, comercial e financeiro imposto contra a ilha. Trump, por sua vez, defende uma “mudança de regime” em Cuba. Os comunistas ligados ao ex-presidente Raúl Castro permanecem no poder desde a revolução liderada por Fidel Castro em 1959.
Na quarta-feira (20/5), os EUA anunciaram acusações de assassinato contra Raúl Castro, em uma escalada considerada um dos momentos mais tensos nas relações entre os dois países desde a Guerra Fria.
Rubio negou que Washington esteja promovendo uma política de “reconstrução de nações”.
“Não se trata de reconstrução de nações. Estamos tratando de algo diretamente relacionado à segurança nacional dos Estados Unidos”, afirmou, antes de embarcar para uma reunião de ministros da Otan na Suécia.









