Trump sinaliza que Delcy continuará no poder da Venezuela
Durante evento na Casa Branca, Trump afirmou que a Venezuela ainda não está preparada para eleições e uma transição política

Donald Trump sinalizou que a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, deve continuar no poder, pois o país ainda não está “pronto” para realizar novas eleições. A declaração do líder dos Estados Unidos ocorreu nesta sexta-feira (24/7), durante evento na Casa Branca sobre inovação nuclear norte-americana.
“No que diz respeito às eleições na Venezuela, eles não estão prontos para isso ainda”, disse Trump ao ser questionado sobre o assunto. “Delcy tem feito um trabalho fantástico”.
Na fala, o presidente dos EUA elogiou, principalmente, a atuação da presidente interina venezuelana no setor petrolífero do país. Segundo o republicano, o petróleo está “chegando” antes mesmo de grandes empresas começarem a atuar na Venezuela.
O futuro político do país caribenho — que tenta se reconstruir após dois fortes terremotos no último mês — segue incerto.
Delcy assumiu a presidência da Venezuela, de forma interina, logo após a captura de Nicolás Maduro. A política de 54 anos foi empossada para um mandato de 90 dias, que foi prorrogado, com base nas leis venezuelanas, por mais 90 com o aval do Parlamento.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesDe acordo com a Constituição do país, o governo atual deveria convocar eleições após o fim do prazo, que terminou neste mês. Um novo pleito não foi convocado até o momento, que coincide com a tragédia humanitária enfrentada por venezuelanos após os tremores de 7,2 e 7,5 no país.
Ao assumir o cargo, Delcy se alinhou aos interesses norte-americanos para a nação caribenha. Sua administração tem adotado medidas que beneficiam, principalmente, os Estados Unidos, como o restabelecimento de relações diplomáticas e a abertura do setor petrolífero venezuelano.
Washington controla as exportações do petróleo da Venezuela desde janeiro, com parte dos lucros sendo retidos pelo governo Trump.
O atual cenário político venezuelano já tinha sido desenhado pelo secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, dias após a queda de Maduro.
Segundo o chefe da diplomacia norte-americana, os EUA tinha um plano de três fases para o país: estabilização financeira por meio da venda de 30 a 50 bilhões de barris de petróleo, abertura econômica e, por fim, a transição política.
Até lá, a nação caribenha com mais de 44 milhões de habitantes deve continuar sob influência do governo Trump, que, em janeiro, disse que os EUA comandariam a Venezuela até a mudança de poder.



