Venezuela anuncia envio de petróleo aos EUA em meio à guerra no Irã
Acordo entre Venezuela e empresa dos EUA surge em meio a incertezas sobre o mercado de petróleo no mundo por conta da guerra no Irã
atualizado
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O governo da Venezuela anunciou a assinatura de contratos com empresas para a comercialização de petróleo e derivados para os Estados Unidos. A medida foi anunciada nesta terça-feira (3/3).
Esse é mais um aceno positivo do governo interino do país, controlado por Delcy Rodríguez, aos interesses norte-americanos na Venezuela depois da captura de Nicolás Maduro.
O acordo comercial surge no momento em que o mercado de petróleo sofre com impactos da guerra no Irã, principalmente por conta do fechamento do Estreito de Ormuz, local onde cerca de 20% do comércio mundial do combustível é escoado.
“A PDVSA assinou contratos de fornecimento com as empresas comercializadoras de petróleo e derivados destinados ao mercado dos Estados Unidos, mantendo assim a sua relação comercial histórica para garantir o fornecimento”, informou a estatal Petróleo de Venezuela.
Apesar do anúncio, não ficou claro quais empresas estão envolvidas no acordo. No último mês, porém, o governo norte-americano emitiu licenças para que as petrolíferas BP, Chevron, Eni, Repsol e Shell retomassem operações de petróleo e gás na Venezuela, sem que fossem atingidas por sanções norte-americanas contra o setor.
Em janeiro, a administração interina venezuelana aprovou uma reforma histórica que abriu o mercado de petróleo do país, antes sob controle quase inteiramente estatal. Na prática, a decisão possibilita que empresas estrangeiras operem na Venezuela de forma independente.
Depois da captura de Maduro, Donald Trump deixou claro que o petróleo é uma das principais razões para a presença norte-americana no país. A Venezuela é o país que possui as maiores reservas do combustível fóssil ao redor do mundo.
No mesmo mês da queda do presidente da Venezuela, o atual governo concordou em entregar cerca de 50 bilhões de barris de petróleo aos EUA, que passaram a ser responsáveis pela revenda do combustível no mercado aberto. Parte dos lucros já foi repassada para o novo governo venezuelano.
