metropoles.com

O que é o Estreito de Ormuz, rota de escoamento de petróleo no Irã

O Estreito de Ormuz, por onde é escoado cerca de 20% da produção de petróleo mundial, é fundamental para o equilíbrio do comércio mundial

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

Gettyimages
Estreito de Ormuz
1 de 1 Estreito de Ormuz - Foto: Gettyimages

A principal rota marítima do petróleo mundial voltou ao centro das preocupações geopolíticas e econômicas neste fim de semana, após o ataque coordenado dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, levando ao bloqueio da navegação no Estreito de Ormuz, passagem por onde circula cerca de 20% do petróleo comercializado no mundo.

Além da interrupção da rota, diversos navios petroleiros foram danificados em ataques na região, segundo informações do governo americano.

O que é o Estreito de Ormuz, rota de escoamento de petróleo no Irã - destaque galeria
6 imagens
Imagens mostram fumaça saindo do ponto do ataque
Pessoas ficaram assustadadas com os ataques iranianos
Imagens mostram fumaça preta saindo da Frota da Marinha norte-americana no Bahrein
Fumaça é vista após ataque do Irã à 5ª Frota da Marinha dos EUA em Manama, no Bahrein
Israel afirma ter atacado Teerã, capital do Irã, preventivamente
Irã atacou a 5ª Frota da Marinha dos EUA em Manama, no Bahrein
1 de 6

Irã atacou a 5ª Frota da Marinha dos EUA em Manama, no Bahrein

Stringer/Anadolu via Getty Images
Imagens mostram fumaça saindo do ponto do ataque
2 de 6

Imagens mostram fumaça saindo do ponto do ataque

Stringer/Anadolu via Getty Images
Pessoas ficaram assustadadas com os ataques iranianos
3 de 6

Pessoas ficaram assustadadas com os ataques iranianos

Stringer/Anadolu via Getty Images
Imagens mostram fumaça preta saindo da Frota da Marinha norte-americana no Bahrein
4 de 6

Imagens mostram fumaça preta saindo da Frota da Marinha norte-americana no Bahrein

Stringer/Anadolu via Getty Images
Fumaça é vista após ataque do Irã à 5ª Frota da Marinha dos EUA em Manama, no Bahrein
5 de 6

Fumaça é vista após ataque do Irã à 5ª Frota da Marinha dos EUA em Manama, no Bahrein

Stringer/Anadolu via Getty Images
Israel afirma ter atacado Teerã, capital do Irã, preventivamente
6 de 6

Israel afirma ter atacado Teerã, capital do Irã, preventivamente

Majid Saeedi/Getty Images

Por que o Estreito de Ormuz importa

O Estreito de Ormuz é a principal via de saída do petróleo produzido na região do Golfo Pérsico, que inclui a Arábia Saudita, os Emirados Árabes Unidos, o Kuwait, o Iraque e o próprio Irã.

Por ali passam diariamente dezenas de milhões de barris de petróleo e volumes importantes de gás natural liquefeito, conectando o Golfo ao Oceano Índico e aos principais mercados consumidores do mundo.

Especialistas de mercado alertam que, mesmo sem um fechamento total legalizado, a ameaça e a percepção de risco já exercem pressão sobre preços e cadeias de abastecimento, porque empresas de navegação, refinarias e seguradoras recalibram seus planos diante da instabilidade na região.

Na avaliação do Strong Business School, Jarbas Thaunahy, “qualquer bloqueio, mesmo parcial, afetaria fluxos de petróleo e gás natural liquefeito. Mesmo sem interrupção física, o simples aumento do risco eleva custos de frete, seguro marítimo e hedge logístico. Isso encarece cadeias produtivas globais e pode gerar novos gargalos em setores dependentes de energia”, disse.

Repercussão nos mercados e na economia global

  • O bloqueio ou a interrupção significativa da passagem pelo Estreito de Ormuz tem efeitos diretos nos mercados de energia;
  • A alta imediata nos preços do petróleo, motivada pela expectativa de menor oferta disponível e aumento nos prêmios de seguro marítimo para navios que transitam pela área de conflito;
  • Especulação de que o preço do barril pode ultrapassar patamares próximos a US$ 100 ou mais, dependendo da duração do impacto no fluxo de combustíveis;
  • Além disso, grandes exportadores de petróleo já começaram a considerar ajustes em suas produções para compensar potenciais descontinuidades no fornecimento;
  • A medida pode causar impacto inflacionário nas economias globais, principalmente nos países emergentes.

Preço do petróleo

O preço do petróleo avançou 10% no último domingo (1/3), chegando a aproximadamente US$ 80 por barril, enquanto analistas projetam que a cotação pode chegar a US$ 100 após os conflitos no Oriente Médio.

Na última sexta-feira (27/2), o produto fechou o mercado a US$ 73 por barril, o maior nível desde julho. O preço foi influenciado pela preocupação com a possibilidade de ataques, já que a tensão entre os países estava em uma escalada a semanas.

Após os ataques, a maioria dos armadores de petroleiros, grandes companhias de petróleo e empresas comerciais interromperam o transporte de petróleo, combustíveis e gás natural liquefeito pelo Estreito de Ormuz. 

Na manhã de domingo (1º/3), a Organização dos Países Exportadores de Petróleo e Aliados (Opep+) afirmou que aumentará a produção de petróleo para 206 mil barris por dia, pouco acima das expectativas iniciais, de 137 mil barris, mas abaixo do previsto após o ataque, que era de 411 mil barris diários.

Os mercados asiáticos são os mais afetados com as tensões no local, já que são mais dependentes do petróleo do Oriente Médio, principalmente a China, que é a principal importadora do petróleo do Irã.

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações

metropoles.comNotícias Gerais

Você quer ficar por dentro das notícias mais importantes e receber notificações em tempo real?