Vereador de BH protocola projeto para Samu ter três profissionais

Projeto de lei é apresentado em meio a disputa com a Prefeitura de BH que busca reduzir a quantidade de servidores para dois por ambulância

atualizado

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1 de 1 samu-bh - Foto: Stephanie Mendes/PBH

Belo Horizonte – O vereador de Belo Horizonte, Bruno Pedralva (PT), protocolou nesta segunda-feira (18/5) um projeto de lei que determina que as ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) na capital tenham, ao menos, três profissionais de saúde: dois técnicos de enfermagem e um condutor socorrista.

A medida ocorre em meio a uma disputa entre representantes da categoria e o prefeito Álvaro Damião (União Brasil) que demitiu 33 profissionais, alegando que há excesso de funcionários na Saúde e que o atendimento vem sendo criticado pela população. Tal medida, fez com que a categoria iniciasse uma série de manifestações para pressionar o prefeito e os vereadores.

“A Prefeitura de BH vem justificando as demissões afirmando que as normas técnicas do SUS não obrigam a presença de dois técnicos. Não é porque a norma estabelece o mínimo que nós precisamos ter a menor quantidade de profissionais atuando num serviço tão essencial. Se há anos o SAMU BH atua com três profissionais e é uma referência quando o tema é SUS, é porque há uma justificativa pra isso, como o fato desses profissionais precisarem fazer procedimentos simultâneos, por exemplo”, afirmou o vereador, que também é médico.

O Sindicato que representa os trabalhadores da Saúde de Belo Horizonte (Sind-Bel) e o Sindicato que representa todos os consórcios intermunicipais públicos do Estado de Minas Gerais (Sind-Saúde) apontam que, caso os cortes sejam mantidos, os atendimentos poderão demorar mais, além de aumento na carga de trabalho e redução na qualidade do serviço.

“O SAMU BH atende mais de 400 mil chamadas por ano, muitas delas em morros, periferias e áreas de difícil acesso. A presença de apenas um técnico de enfermagem sobrecarrega o profissional e reduz a capacidade de resposta em emergências complexas. Isso pode colocar vidas em risco”, alertou o petista.

A Justiça suspendeu, na última quinta-feira (14/5), a demissão dos servidores, após solicitação do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), que alegou que tal medida pode colocar pacientes em riscos, ainda mais num momento de aumento de casos de doenças respiratórias. Damião disse que vai recorrer da decisão da Justiça.

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