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Minas Gerais

Servidores da saúde protestam contra cortes no Samu em Belo Horizonte. Vídeo

O efetivo atual é formado por dois técnicos de enfermagem e um condutor. Com a redução, haverá apenas um condutor e um técnico de enfermagem

Elanilza Carneiro22/04/2026 15:03, atualizado 22/04/2026 17:24
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Divulgação / Sind-Saúde
Profissionais da Saúde em Manifestação na Câmara Municipal

Belo Horizonte – Nesta quarta-feira (22/4), profissionais da Saúde fizeram uma paralisação emergencial em frente à Prefeitura de Belo Horizonte, contra os cortes no SUS-BH. Segundo a categoria,os cortes vão prejudicar o atendimento do Samu, que vai assar a ter equipes reduzidas.

Representantes do Sind-Bel (Sindicato que representa os trabalhadores da Saúde de Belo Horizonte) e do Sind-Saúde (Sindicato que representa todos os consórcios intermunicipais públicos do Estado de Minas Gerais) alegam que os cortes vão gerar sobrecarga de trabalho, maior demora no atendimento e consequente diminuição da qualidade da assistência, colocando os trabalhadores da saúde e a população de Belo Horizonte em risco.

Após a concentração em frente à PBH, os manifestante foram em direção à Câmara Municipal, onde participam de uma audiência pública para discutirem a situação dos cortes. Profissionais do Samu alegam que a equipe ficará com apenas um técnico de enfermagem e um condutor e que esse quadro é impossível de atender adequadamente às demandas.

Nas 22 unidades básicas de atendimento do Samu, atualmente, o efetivo é formado por dois técnicos de enfermagem e um condutor. Com a redução, cada equipe básica atuará com apenas um condutor e um técnico de enfermagem.

Nota da Prefeitura

Sobre os cortes, a PBH confirmou na sexta-feira passada (17/4), por meio da Secretaria Municipal de Saúde, que 34 profissionais foram incorporados às equipes do Samu durante a pandemia da Covid-19 por meio de contratos temporários em caráter emergencial. Esses contratos vencem em 1º de maio e não serão renovados.

Em nota a PBH disse que as equipes serão reorganizadas para não haver problema nos atendimentos. “A SMSA destaca, ainda, que as escalas dos profissionais serão reorganizadas, com o objetivo de manter a assistência à população. Além disso, não haverá redução na quantidade de ambulâncias’, diz trecho.

Além disso alertou que está agindo de acordo com a Portaria nº 2.028/2002, cujo modelo já é utilizado em outras cidades do país e passará a ser adotado por Belo Horizonte.