Cleitinho e Fiemg colocam Minas no centro do debate sobre escala 6×1

Enquanto o debate sobre o fim da escala 6×1 avança no Congresso, atores políticos de MG ganham destaque

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

HUGO BARRETO/METRÓPOLES @hugobarretophoto
fim-da-escala-6×1
1 de 1 fim-da-escala-6×1 - Foto: <p>HUGO BARRETO/METRÓPOLES<br /> @hugobarretophoto</p><div class="m-banner-wrap m-banner-rectangle m-publicity-content-middle"><div id="div-gpt-ad-geral-quadrado-1"></div></div>

Belo Horizonte – O debate sobre a redução da jornada de trabalho, com o possível fim da escala 6×1, é nacional e está sendo travado no Congresso, mas Minas Gerais tem atores importantes nessa discussão.

O estado tem uma entidade de patrões que vem tentando calcular o impacto e segurar as mudanças, mas também tem um senador de direita que rema para o outro lado e apoia a proposta do governo Lula (PT).

A ideia de garantir dois dias de descanso semanal para todos os trabalhadores com carteira assinada está avançando em meio ao ano eleitoral tanto por meio de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) com apoio do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), quanto por meio de Projetos de Lei, um deles proposto pelo próprio governo.

O avanço da proposta, porém, preocupa fortemente a Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg), que tem um setor de pesquisas e faz previsões catastróficas para a economia brasileira com o fim da escala 6×1: perda de até 18 milhões de postos de trabalho e impacto de até 16% no Produto Interno Bruto (PIB).

A entidade vem tratando a ideia como “insustentável” e “eleitoreira” e tem se colocado em evidência para combatê-la mesmo sabendo do custo em imagem.

“O efeito imediato pode parecer positivo, mas no curto prazo vai se mostrar uma armadilha”, argumenta Fernanda Ribas, gerente de assuntos trabalhistas da Fiemg, em conversa com o Metrópoles. “Os efeitos vão vir rápido no aumento dos custos, vamos sentir o impacto no pãozinho”, completa ela.

A Fiemg e outras entidades que representam o setor produtivo, como a Confederação Nacional da Indústria (CNI), têm feito lobby com bancadas mais à direita para ao menos adiar as votações para depois das eleições – ou mais para frente.

Os patrões defendem que questões sobre jornada de trabalho podem ser debatidas, mas nas mesas de negociação coletiva.

Do outro lado, a esquerda e Cleitinho

Os argumentos da Fiemg costumam ser rebatidos principalmente por parlamentares de esquerda. Parte da direita vê grande dificuldade em votar contra um tema que tem grande apoio popular, mas se esquiva de uma defesa mais aberta da pauta, que está mais ligada à esquerda.

A exceção mais chamativa é o senador Cleitinho (Republicanos-MG), que é bolsonarista e apoiador aberto da pré-candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República, mas é também um dos maiores defensores no Congresso do fim da escala 6×1. Há meses o parlamentar tem valorizado o assunto em suas redes e em seus discursos na tribuna do Senado.

Cleitinho costuma apelar para a exposição do que vê como hipocrisia: deputados e senadores trabalham presencialmente dois ou três dias por semana e, para o mineiro, não têm moral para “obrigar” o trabalhador comum a folgar apenas um dia por semana.

Tramitação

A PEC do fim da escala 6×1 foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara sem oposição da direita, que tenta atrasar a discussão. Agora, Hugo Motta instalou Comissão Especial e precisa escolher um relator para o texto.

Temendo que a tramitação da PEC atrase a aprovação da redução de jornada, o governo Lula enviou ao Congresso uma alternativa: um Projeto de Lei com urgência constitucional, que precisa tramitar logo.

A tendência é que nas próximas semanas haja entendimento entre Motta e o governo sobre qual texto tem mais condições de ser debatido.

Se for como Cleitinho, o governo e a esquerda querem, isso acontecerá antes de outubro deste ano. Se a articulação da Fiemg for vitoriosa, porém, o assunto só vai a voto no Congresso – e se for – depois das eleições gerais do segundo semestre.

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações

metropoles.comNotícias Gerais

Você quer ficar por dentro das notícias mais importantes e receber notificações em tempo real?